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 Palavra do Presidente

 

Uma confluência de fatores positivos de clima e mercado tem acenado para um período muito positivo para a cotonicultura brasileira em 2019, ano em que inicio meu mandato como presidente à frente da Abrapa. Nas lavouras, já se pode dizer que o Brasil caminha para colher mais uma grande safra, na sequência do ciclo espetacular que foi 2018/2019. Se tudo correr como esperado, o país vai produzir 2,6 milhões de toneladas de pluma, e se tornar o segundo maior exportador mundial de algodão. E, em mais alguns anos, deve superar os Estados Unidos no fornecimento da fibra no planeta. Tudo isso com qualidade, alta produtividade e sustentabilidade – ambiental, social e econômica –, ressalte-se. É muito bom poder falar de êxitos; dizer que somos excelentes no que fazemos. Mas a história da cotonicultura nem sempre foi assim por aqui, e a atividade agrícola, por sua própria natureza, também tem seus momentos de baixa, que o produtor rural sabe que são parte do jogo e procura superar. 


Há exatos 20 anos, muitos ainda eram céticos sobre a viabilidade do algodão brasileiro. Àquela época, o país ainda amargava os efeitos da grande crise do setor, que, por pouco, não nos condenou a ser importadores de pluma para sempre. As lavouras do semiárido foram devastadas pelo bicudo e pela exaustão dos solos. No mercado interno, a indústria nacional estava abalada pela política de abertura da economia, no início dos anos de 1990. A Abrapa foi criada logo nos primeiros anos do ressurgimento, em novos parâmetros, da atividade no Brasil. Hoje, ela deixou de ser apenas a consequência do sucesso do cultivo no cerrado, para ser também parte da causa dessa vitória. 

A Abrapa divulga o nosso algodão; encabeça a abertura de novos mercados; investe em tecnologia para a rastreabilidade da pluma e para a qualidade e confiabilidade das análises laboratoriais do produto; tem um programa de referência em sustentabilidade que nos elevou ao posto de maior fornecedor mundial de fibra licenciada pela Better Cotton Initiative (BCI), e também conversa com o consumidor final, com o movimento Sou de Algodão. Dentre muitas outras frentes de atuação e de investimento, cito a pesquisa científica, para a qual a entidade aporta recursos, para o desenvolvimento de uma variedade de algodoeiro resistente ao nosso pior inimigo, o bicudo do algodoeiro.  

Precisa mesmo ter uma associação para fazer isso? Sem dúvida! O maior produtor de algodão, sozinho, não tem voz. Sem representatividade, não se ocupam tribunas e mesas, seja em Brasília ou outros fóruns, dentro e fora do país. Juntos somos mais fortes, é uma realidade e não um ditado vazio. Já consciente disso, o produtor de algodão decidiu ir além, tornando a Abrapa uma das mais conhecidas, organizadas e respeitadas instituições de classe do agronegócio. Assim, estar à frente da associação é uma grande honra para mim, só comparável ao tamanho da responsabilidade que este cargo traz consigo. Cada mandato tem apenas dois anos, não renováveis, o que permite a renovação constante de lideranças, com diferentes olhares sobre a gestão, mas um único foco: fazer do algodão brasileiro o mais desejado, em todo o mundo.

Milton Garbugio,
Presidente da Abrapa,
Associação Brasileira dos Produtores de Algodão.


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