Em 30 anos, o agro brasileiro se modernizou. A lei de defensivos agrícolas, não.

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Postada em: 21/05/2018

Nas últimas três décadas, a agricultura brasileira deu um salto de modernidade, que resultou em mais eficiência nas fazendas, aumento da produção e menos necessidade de abertura de áreas para as lavouras. Para isso, foi preciso investimento em pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias para a prevenção e combate das pragas e doenças que tanto afetam a agricultura tropical. Cultivares, máquinas, equipamentos, defensivos químicos e biológicos tornaram-se mais assertivos e sustentáveis e o Brasil virou um dos maiores provedores de alimentos do mundo, assegurando grande parte do suprimento global. Mas para continuar nesse caminho e garantir a segurança alimentar de uma população mundial que deve chegar em breve a nove bilhões de pessoas, o agro precisa de leis que acompanhem o seu avanço, sem colocar em risco a segurança do meio ambiente e seres humanos. A proposta do PL 3200/2015, a Lei dos Defensivos, é tornar o processo de registro de químicos menos burocrático e mais eficiente, como já acontece em diversos países.

Uma lei criada há 30 anos, se deixada como está, pode ser a diferença entre fartura e escassez para bilhões de vidas humanas.