Biodefesa

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Postada em: 01/09/2017

 

Com o objetivo de debater os avanços tecnológicos do controle biológico na cotonicultura, o 11º Congresso Brasileiro do Algodão (11º CBA) promoveu, nesta quinta-feira (dia 31/08), uma sala temática que reuniu alguns dos maiores especialistas do assunto no país. Na vanguarda da defesa vegetal, o controle biológico vem sendo cada vez mais disseminado como alternativa para reduzir as pragas da lavoura. O 11º CBA é uma realização da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão e segue até sexta-feira (dia 01/09), no Centro de Convenções de Maceió/AL.

 

A sala temática Controles biológicos das pragas do sistema contou com a participação da pesquisadora e coordenadora do Centro de Recursos Biológicos de Agentes de Controle Biológico da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Rose Monnerat; do pesquisador do Instituto Mato-Grossense do Algodão (IMAmt) Carlos Marcelo Soares, e do diretor executivo da Associação Mineira dos Produtores de Algodão (Amipa), Lício Sairre.

 

Na sua palestra, Carlos Marcelo Soares falou sobre o trabalho que o IMAmt vem desenvolvendo, no sentido de aprimorar as tecnologias aplicadas ao controle biológico de pragas. Segundo ele, o estado do Mato Grosso já conta com três biofábricas instaladas, duas em fase piloto, para criação de organismos como bactérias, fungos e vírus que são utilizados no combate a lagartas e outros tipos de ameaças à lavoura do algodão.

 

Avançando ainda mais, Soares revela que a biotecnologia pode atuar também para promover o desenvolvimento das plantas.  "Uma bactéria ou um fungo não tem só uma função. Pode-se usá-los para matar um nematóide, mas como produzem outras substâncias, podem também ajudar a planta a crescer", explica o pesquisador.   

 

Por sua vez, o diretor executivo da Amipa falou sobre a biofábrica de produção de macroorganismos criada há três anos pela associação. A unidade produz a  vespa trichogramma, utilizada para combater pragas do algodoeiro e de outras culturas. Ela atua devorando os ovos das lagartas que atacam as lavouras. "A vespinha é importante para o controle biológico de diferentes culturas, a exemplo do algodão, tomate e soja", disse Lício Sairre, mostrando entusiasmo com os resultados já alcançados.

 

"A introdução de um único agente biológico já nos trouxe a redução no uso dos defensivos químicos e o aumento dos polinizadores naturais da lavoura. Tudo está dando certo, e a tendência é que, a partir do próximo ano, já possamos ofertar novos insetos. Outro aspecto importante é a redução do custo financeiro. Pelo menos, nos primeiros 100 dias da planta, antes do ataque do bicudo, conseguimos economizar bastante no uso de defensivos, utilizando o controle biológico", afirmou Sairre.

 

 

31/08/2017 

Imprensa Abrapa/ CBA

Catarina Guedes

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