Novas variedades de algodão são apresentadas no 11º CBA

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Postada em: 30/08/2017

Na corrida por mais produtividade, fibra de qualidade e resistência a doenças, os produtores de algodão têm a sua disposição uma oferta crescente de cultivares. Uma amostra de inovações em pesquisa nesta área foi apresentada na tarde de hoje (29.08) durante o minicurso Novas cultivares, que integra a programação do 11º Congresso Brasileiro de Algodão (11° CBA). Realização da Associação Brasileira de Produtores de Algodão (Abrapa), o evento reúne até esta sexta (01.09) 1,2 mil participantes no Pavilhão de Exposições do Centro de Convenções de Maceió, em Alagoas.

Um dos palestrantes do minicurso, o coordenador científico do Congresso Eleusio Freire conta que, até 2012, a safra brasileira era produzida com apenas três a quatro cultivares. “Após a chegada da Helicoverpa zea nas lavouras nacionais, o nosso mercado chegou a trabalhar com 35 variedades de cultivares transgênicas; hoje são 25”, conta o pesquisador e consultor da Cotton Consultoria. Nesse contexto, Eleusio alerta para a importância dos produtores fazerem uma avaliação precisa. “Ao plantar algodão, a escolha por uma cultivar pode representar um ágio de 10% ou, pelo contrário, um deságio do mesmo porcentual”, ressalta.

Lançamentos – Ao longo das apresentações do minicurso, os participantes puderam conhecer uma série de lançamentos do mercado.  O coordenador de Projetos e Difusão de Tecnologias do Instituto Mato-Grossense do Algodão (IMAmt), Márcio de Souza, por exemplo, chamou atenção para a variedade em fase de lançamento  IMA 5801B2RF. “Trata-se de um material resistente a nematoides e à ramulária”, informa.

Já o líder do programa de melhoramento genético do algodoeiro na Embrapa Camilo Morello destacou a BRS 433FLBLRF, uma variedade transgênica de fibra longa, com resistência tanto a herbicidas quanto a lagartas. “Nosso grande desafio tem sido agregar características de alta rentabilidade com redução de custos, de forma a solucionar os problemas dos nossos produtores rurais”, afirmou Camilo, que apresentou também no Congresso análises de desempenho de outras quatro cultivares transgênicas e uma convencional desenvolvidas pela Embrapa.

O minicurso contou ainda com apresentações do engenheiro agrônomo Rafael Zeni, pesquisador em Desenvolvimento de Produto da Tropical Melhoramento & Genética (TMG); de Rogério Ferreira, responsável pelo desenvolvimento agronômico de variedades de algodão da Bayer, e do gerente técnico da J&H Cotton, Rinaldo Pirozzi Silva.