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Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa com as principais notícias do mundo do algodão

​ALGODÃO PELO MUNDO #30

​Algodão em NY - O mercado de algodão continua muito influenciado pelo cenário de oferta relativamente abundante e demanda em recuperação, tensões China-EUA e clima no "cotton belt". Apesar de uma semana positiva, o mercado hoje opera em baixa com a escalada nas tensões EUA-China, após o governo americano dar um ultimato às duas redes sociais chinesas. O contrato dez/20 fechou ontem a 64,85 c/lp, com ganho de 2,64% na semana. Altistas 1 - As notícias sobre a situação climática no "cotton belt" seguem movimentando o mercado. Atualmente, as condições quentes e secas continuam prejudicando as lavouras no país, colocando uma pressão positiva nos preços. Altistas 2 - Na última segunda-feira, em seu relatório semanal de condições das lavouras, o USDA indicou que seis dos sete principais estados produtores apresentaram pioras. Como o clima não melhorou depois deste último relatório, traders estão esperando números ainda piores no próximo relatório que sai segunda-feira. Baixistas- Em mais um caíitulo do conflito geopolítico entre China e EUA esta semana, o Presidente Trump assinou ordens executivas que podem banir aplicativos chineses TikTok e WeChat dos EUA em 45 dias caso não sejam vendidos a empresas americanas. Relatórios- Semana com muitos dados para digerirmos. Na segunda-feira o relatório das condições das lavouras americanas podem indicar mais uma piora para a safra 2020. Na quarta-feira, sai o relatório mensal de oferta e demanda do USDA com os números de fechamento do ano comercial 19/20 e novas previsões para 20/21. Além disso, todas as quintas, temos os números de exportação. E na próxima sexta-feira, possivelmente, negociadores comerciais da China e dos EUA podem anunciar uma revisão da Fase 1 do acordo comercial entre os dois países. China -Os leilões de algodão das reservas estatais Chinesas (China Reserve) mantém uma taxa de sucesso de 100%, com vendas acumuladas de 225 mil toneladas. Até 24 de julho, um total de 217 empresas participaram dos leilões, incluindo 150 fiações têxteis e 67 comerciantes de algodão. Índia - Relatórios de mercados apontam que o maior produtor mundial de algodão está sofrendo com surto de lagarta rosada _ Pectinophora gossypiella. A infestação está ocorrendo na província de Maharashtra, que é um importante estado produtor. Durante a safra 2017/18 as infestações da praga resultaram em significativas perdas. Lavouras - O relatório do USDA desta semana indicou um declínio de lavouras classificadas como Boas + Excelentes, de 49% para 45%. O algodão emergido chega a 91%, o mesmo que a média de cinco anos e abaixo do ano passado, com 92%. O índice de formação de maçãs é de 54%, abaixo da última temporada e da média de 5 anos (55%). Colheita - A Abrapa informou o progresso da colheita da safra 2019/20 de algodão no Brasil até ontem Mato Grosso 58%; Bahia 44%; Goiás 68%; Minas Gerais 60%; Mato Grosso do Sul 90%; Maranhão 50%; Piauí 63%; São Paulo 95%; Tocantins 44% e Paraná 99%. Média Brasil = 56,3% colhido Comercialização - A Abrapa também informou o progresso da comercialização nos dois principais estados produtores Mato Grosso = 79% para safra 2019/20 e 36% para safra 2020/21 e Bahia = 85% para safra 2019/20 e 35% para safra 2020/21. Exportações - De acordo com dados do Secex, exportações brasileiras de algodão em pluma totalizaram 77,2 mil toneladas em Julho, recorde para o mês. O recorde anterior tinha sido de 47 mil ton em Jul/19. Exportações 2 - Como os números de Julho/20, o Brasil fechou o ano comercial 19/20 (Agosto/Julho) com os seguintes números de exportação de algodão em pluma 1,95 milhões de toneladas exportadas, totalizando US$ 3,07 bilhões em receitas. Aumento de 48,5% em relação a 18/19. Preços - A tabela abaixo ⬇ mostra os últimos movimentos de preços, índices e câmbio que impactam o mercado de algodão.

Postado em: 07/08/2020


13º Congresso Brasileiro do Algodão (13º CBA) é lançado em plataforma digital

​Capital baiana vai abrigar a 13º edição do evento que traz como marcas principais a inovação, os desafios e os novos cenários da cotonicultura mundial pós-pandemia.

​As águas calmas da Baía de Todos os Santos vão se agitar com realização do 13º Congresso Brasileiro do Algodão (CBA), de 17 a 19 de agosto de 2021, no novo Centro de Convenções de Salvador. Organizado pela Associação Brasileira de Produtores de Algodão (Abrapa) e lançado em plataforma digital na noite de ontem (05), o evento reuniu representantes de diversos elos da cadeia produtiva da fibra e ao final, mais de 70% da área física disponível para as empresas mostrarem seus produtos e serviços voltados ao algodão já estava reservada. O clima no lançamento foi de otimismo, sem deixar de ressaltar os grandes desafios que o setor algodoeiro enfrentará, ainda por um bom tempo, em função da pandemia do coronavírus. Nesta edição, o CBA inova com a participação online de congressistas e a eventual possibilidade de participação de palestrantes, de maneira virtual, em diferentes partes do mundo. O tema do evento, que conta com o apoio da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA), será "Algodão brasileiro – desafios e perspectivas no novo cenário mundial". Durante o lançamento, além dos representantes dos produtores – organizadores do congresso, e das empresas do setor, a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, o vice-governador da Bahia, João Leão, e o prefeito de Salvador, Antonio Carlos Magalhães Neto também marcaram presença e deixaram seus depoimentos. Na edição de 2018, realizada em Goiânia, o CBA reuniu 2,1 mil congressistas e cerca de 3 mil participantes. Contudo, mais que números, o objetivo desta edição é aglutinar o máximo possível a cadeia produtiva, presencial e fisicamente, e oferecer uma grade científica de palestras, salas temáticas e workshops alinhados ao contexto atual e aos desafios impostos pela conjuntura. "O CBA é o grande fórum do conhecimento, da tecnologia e do relacionamento da cotonicultura brasileira. Estamos confiantes que teremos um grande evento em 2021", afirmou o presidente da Abrapa, Milton Garbugio. Para o presidente do 13º CBA e próximo presidente da Abrapa, Júlio Busato, realizar esta edição na Bahia tem uma grande importância para o estado e também para a associação estadual que ele preside, a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa). "A Bahia tem uma relação histórica com o algodão, que começa desde a chegada dos portugueses aqui. Já fomos grandes produtores em áreas como o Vale do Iuiú, mas, como outros estados, vimos a atividade quase ser erradicada por conta bicudo-do-algodoeiro. Começamos uma nova história no Oeste do estado, e hoje a Bahia é o segundo maior produtor brasileiro de algodão, com uma pluma de excelente qualidade, graças à tecnologia aplicada pelos cotonicultores e às condições naturais daqui", diz Busato. Segundo Busato, "o cotonicultor brasileiro sempre enfrentou dificuldades e aprendeu a superá-las com estratégia. Nossas metas são grandes, dentre elas, nos tornar, até 2030, o maior exportador mundial de algodão. Estamos otimistas e agindo intensivamente nesta direção. Acredito que o 13º CBA será memorável, e daqui vão sair muitas das soluções para vencer os nossos desafios. Agradeço às empresas que confiam no nosso trabalho, nossas parceiras, que já sinalizam que estarão conosco também nesta edição", concluiu. O Congresso Brasileiro do Algodão tem um histórico de alta fidelidade de patrocinadores. Na última edição, a maior já registrada do evento, 80% das empresas participantes eram veteranas no evento. As 20% que participaram pela primeira vez, em Goiânia, já indicam que querem também estar presentes em Salvador. Ciência em evidência Para alcançar a meta de galgar a posição de líder mundial no fornecimento de algodão, o Brasil terá de plantar mais e incrementar as produtividades, atualmente já consideradas excelentes (é o líder global em produtividade de algodão sem irrigação). Bater essas marcas, de forma sustentável, exige pesquisa, desenvolvimento e uso das melhores práticas, na opinião do coordenador científico do CBA, o pesquisador Jean Belot. "Teremos que ser competitivos em qualidade e preço, implementando, cada vez mais, as melhores recomendações técnicas de manejo da lavoura, assim como na colheita e pós-colheita. Em sua fala, a ministra Tereza Cristina mostrou-se alinhada com os propósitos da comissão científica do CBA. "Sei da expectativa e de toda a movimentação do setor para a realização e sucesso desteevento. O Brasil é grande produtor e exportador desta fibra que, cada vez mais, tem sido requisitada pelo mundo", disse, parabenizando a Abrapa e os cotonicultores pela realização do 13º Congresso Brasileiro do Algodão. "Régua e compasso" O charme e a mística da Bahia e sua capital, Salvador, sede do evento, foram ressaltadas pelas autoridades estaduais. "Recebemos esse evento com muita satisfação e convidamos todos os cotonicultores do país para compartilhar deste momento grandioso. Nossa Bahia está aqui para apoiar quem produz e fazer com que as boas energias do povo baiano tragam novas perspectivas para a cultura do algodão", comemorou o vice-governador da Bahia, João Leão. Já o secretário de Agricultura da Bahia, Lucas Costa, ressaltou que o algodão é o produto mais importante no Valor Bruto de Produção (VBP) do estado. "Por isso, vamos manter o nível de qualidade do algodão e aumentar em produtividade e produção", afirmou. O prefeito da capital baiana, ACM Neto, também deu as boas-vindas ao 13º CBA, enfatizando que Salvador está pronta para abrigar esta edição. "Os desafios são grandes, mas a interlocução do agronegócio será capaz de reinventar caminhos para superar as crises de um país que tem que apostar todas as suas fichas nos produtores, oferecendo condições para que o setor produtivo possa ser o grande impulsionador da recuperação econômica e da geração de empregos", finalizou. Imprensa AgripressCatarina Guedes – Assessora de Imprensa(71) 98881-8064Ivana Ramacioti – Assessora Assistente(71) 98836-0313

Postado em: 06/08/2020


Manifesto das entidades setoriais para exportação

​Agências que estimulam as exportações são essenciais para a economia de qualquer país. Elas contribuem organizando ou auxiliando em Rodadas de Negócios com compradores internacionais, Feiras, Estudos de Mercado, Programas de Qualificação e outras ações. E trabalham em parceria com setores tão diversos como o de Alimentos e Bebidas, do Agronegócio, da Casa e Construção, da Economia Criativa, do setor de Máquinas e Equipamentos, da Moda, da Tecnologia, entre outros. No caso do Brasil, a Apex-Brasil tornou-se parceira de 100 entidades setoriais, apenas entre 2015 e 2019. São 240 convênios e mais de 30 mil empresas apoiadas. No total, foram exportados mais de US$ 280 bilhões. Esse tipo de trabalho não pode deixar de acontecer. Acesse o manifesto na íntegra.Manifesto na íntegra abaixoManifesto_Entidades_Exportacao.pdf

Postado em: 05/08/2020


Banco Central publica medida para facilitar acesso de cotonicultores ao financiamento

​Em meio às incertezas do mercado diante da Codvid-19, duas vitórias renovam os ânimos dos cotonicultores brasileiros. A primeira delas foi o aumento do limite por CPF para o crédito para investimento em armazenagem dos estoques atuais através da linha do FEE – Financiamento Especial para Estocagem de Produtos Agropecuários - que antes era de R$ 4,5 milhões e passou a ser de R$ 32,5, com juros de 6% ao ano. A outra boa notícia, publicada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) ontem (30), alterou o preço de referência para as operações de FEE do algodão para patamares mais acessíveis ao produtor. Na prática, o Conselho Monetário Nacional votou e o Banco Central publicou a Resolução CMN n° 4.839 que alterou o preço de referência para as operações de Financiamento Especial para Estocagem de Produtos Agropecuários (FEE) de algodão em pluma, autorizando as instituições financeiras a considerar o indicador de preços do algodão em pluma CEPEA/ESALQ/USP como valor base para o financiamento FEE. "Essa é a melhor notícia de 2020 para o setor. Isso vai permitir ao Brasil se manter no jogo do mercado mundial, apresentando a estabilidade na oferta e tendo acesso ao financiamento em condições mais reais", explicou o Presidente da Abrapa, Milton Garbugio, ressaltando que a diferença entre o preço mínimo vigente e o Índice Esalq está, hoje, em 30%. Isso significa que, com a medida aprovada, o produtor que se habilitar a esse recurso, necessitará de 30% a menos de algodão para capturar o mesmo recurso desse empréstimo para estocagem. De acordo com Garbugio, a pandemia impactou diretamente nos hábitos da população, promovendo a queda no consumo do algodão. "E a exceção aberta pelo CMN trouxe um pouco de alívio para o cotonicultor brasileiro, porque facilita o acesso ao financiamento de maneira mais justa. Agora ele terá um fluxo de caixa melhor para pensar na próxima safra e se empenhar mais nesse ano tão difícil", esclareceu Garbugio, agradecendo ao empenho da Ministra da Agricultura, Tereza Cristina, e de toda a sua equipe técnica da Secretaria de Política Agrícola, especialmente na pessoa o diretor Wilson Vaz de Araujo, na defesa desse assunto perante as autoridades econômicas do Ministério da Economia e Banco Central. 31.07.2020Imprensa AbrapaCatarina Guedes – Assessora de Imprensa(71) 98881-8064Ivana Ramacioti – Assessora de Comunicação(71) 98836-0313www.abrapa.com.br

Postado em: 31/07/2020


Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa com as principais notícias do mundo do algodão

​ALGODÃO PELO MUNDO #29

​Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa com as principais notícias do mundo do algodãoAlgodão em NY - Os contratos futuros de algodão em NY, que caíram abaixo de 60 c/lp na última sexta-feira, fecharam os últimos sete dias com leve alta graças principalmente ao relatório positivo de exportações dos EUA divulgado ontem (30). O contrato dez/20 fechou ontem a 63,18 c/lp, com ganho de 126 pontos na semana. Ano Comercial – Em termos globais, hoje é o último dia do ano comercial 2019/20, que ocorre de Agosto a Julho. O Brasil tem muito a comemorar, pois neste ano comercial o país se consolidou como 2º maior exportador global, com embarques consistentes ao longo dos 12 meses. Importante destacar que no Brasil, a Anea adota o ano comercial de Julho a Junho, uma vez que as exportações da safra nova já ocorrem a partir de Julho de cada ano. Altistas - As vendas líquidas semanais de exportação dos EUA da safra atual surpreenderam positivamente o mercado, com 28,5 mil toneladas. Os principais compradores foram os mesmos dos últimos meses Vietnã, (60%) e a China (22%). Os embarques semanais aumentam 20%, para 73,5 mil tons, liderados pela China (33%), Vietnã (28%) e (Turquia 13%). Altistas 2 - As notícias sobre o clima nos EUA seguem movimentando o mercado. O furacão Isaias pode atingir os EUA, depois de ter causado estragos em Porto Rico nessa quinta-feira (30). O fenômeno climático pode atingir importantes regiões produtoras de algodão na Costa Leste, como as Carolinas (do Norte e do Sul) e Georgia, podendo causar danos de produtividade e qualidade nas lavouras que se encontram em estado final. Baixistas - O relatório sobre as condições das lavouras nos EUA continua mostrando melhorias em todo o cinturão de algodão. Lavouras consideradas Boas a Excelentes (B+E) aumentaram novamente esta semana em 2pp para 49%. No estado do Texas as lavouras B+E subiram de 28% para 31%. Temperaturas mais baixas do oeste do Texas ao delta com chuvas dispersas ajudaram na melhoria das condições. Baixistas 2 - Como reflexo dos danos econômicos globais causados pela pandemia de Covid-19, a indústria têxtil da China, maior consumidor global de algodão, ainda se recupera. Segundo a representante do escritório da Apex Brasil na China, a taxa de operação média na indústria têxtil chinesa vem sendo em torno de 70% da capacidade e algumas poucas fábricas operando a 100%. De modo geral, estão enfrentando dificuldades de caixa em função de pedidos cancelados dos EUA e Europa. China - As importações de algodão da China em junho totalizam 90.000 tons, +28,9% que o mês anterior e +42,7% em relação ao ano anterior. No ano, as importações totalizaram 1,41 milhão de toneladas, uma redução de 27,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. A participação de mercado dos EUA subiu para 27%, em comparação com 18% no auge da guerra comercial. China 2 - Desde o início da guerra comercial EUAxChina, em 2018 até a assinatura da fase 1 do acordo comercial entre os dois países no início deste ano, o Brasil, que tinha menos de 10% de participação no mercado Chinês, vinha liderando as exportações de algodão para o gigante asiático, chegando a representar mais de 36% das vendas. O desafio do país é defender este mercado conquistado neste novo cenário geopolítico. Índia - A empresa estatal Indiana CCI (Cotton Corporation of India) está empenhada em aumentar as exportações para Bangladesh e Vietnã. Um memorando de entendimento está sendo elaborado entre os governos para exportação de 340 mil tons de algodão para o vizinho Bangladesh. Para o Vietnã a estratégia da CCI é montar seu próprio armazém no país para aumentar as exportações para o país do sudeste asiático. Lavouras - O relatório do USDA desta semana indicou que 84% do algodão do país está emergido, em linha com a média de 5 anos e última safra. O Missouri ainda está atrasado. O índice de formação de maças é de 42%, o mesmo que na safra passada. Colheita - A Abrapa informou o progresso da colheita da safra 2019/20 de algodão no Brasil até ontem Mato Grosso 39%; Bahia 38%; Goiás 61%; Minas Gerais 56%; Mato Grosso do Sul 78%; Maranhão 40%; Piauí 61%; São Paulo 95%; Tocantins 38% e Paraná 99%. Média Brasil 41% colhido. Exportações - De acordo com dados do Secex, exportações brasileiras de algodão totalizaram 17,95 mil toneladas na quarta semana de julho. O total exportado nas quatro primeiras semanas do mês foi de 62,9 mil toneladas. Exportações 2 - O recorde de exportação de algodão para o mês de julho tinha sido 47 mil tons em 2019. Preços - A tabela abaixo ⬇ mostra os últimos movimentos de preços, índices e câmbio que impactam o mercado de algodão.

Postado em: 31/07/2020


Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa com as principais notícias do mundo do algodão

ALGODÃO PELO MUNDO #28​

​Algodão em NY - Os contratos futuros de algodão em NY fecharam os últimos sete dias com pequena baixa. O contrato dez/20 encerrou a última semana a 61,92 centavos de dólar por libra-peso (c/lp), perdendo 62 pontos, ou 1% no período. Altistas - O clima nos EUA continua dando suporte aos altistas. Apesar das notícias que chuvas ainda ocorrem no Oeste do Texas nesta semana, aliviando o stress hídrico e a onda de calor no estado americano, estas têm sido irregulares. Além disso, ainda são incertos os impactos que a tempestade tropical Hannah, que deve atingir a costa do Texas neste final de semana, podem trazer. Altistas 2 - Os líderes da União Europeia (UE) chegaram ao acordo de suporte à economia do bloco. O montante de 750 bilhões de euros será dividido entre 390 bilhões de doações (o que não afeta dívida de países já endividados) e 360 bilhões de euros em empréstimos a juros baixos. A UE e o Reino Unido são o maior mercado de produtos têxteis e de confecção do mundo, com 21% do consumo final global. Baixistas- Os mercados estão em baixa nesta sexta-feira, com a piora nas relações EUA-China. Em resposta à ordem de fechamento do consulado chinês em Houston no início desta semana, dada pelo governo americano, a China ordenou o fechamento de um consulado do rival em Chengdu. O mercado de algodão pode estar lendo nas entrelinhas da geopolítica e esperando outras ações negativas, como o cancelamento de compras de algodão americano. Baixistas 2- Pela segunda semana consecutiva, o USDA divulgou em seu relatório de vendas e exportações semanais de algodão, números de vendas negativas da safra 19/20 e muito baixos para safra nova. Ainda assim, as vendas acumuladas atingiram 119%, enquanto já foram exportados 94% do total de 15,2 milhões de fardos (3,3 milhões de toneladas), previstos pelo USDA para 2019/2020. Turquia - A área plantada de algodão na Turquia deve cair em torno de 30% na safra 20/21, para 400 mil hectares, segundo o USDA. Esta redução é uma oportunidade para aumentar as exportações de algodão brasileiro para o 4º maior produtor de algodão do mundo. Paquistão – De acordo com a consultoria Rose Commodities, houve importante aumento recente nas compras de algodão por fiações do Paquistão. O país é o 5º maior importador da fibra do mundo, com expectativa de importar em torno de 850 mil toneladas em 2020/2021. Índia - A empresa estatal Indiana CCI (Cotton Corporation of India) vendeu cerca de 120 mil toneladas de algodão na terça-feira, sua maior venda em um único dia em cinco anos. A empresa adquiriu em torno de 1,8 milhões de toneladas de algodão Indiano da safra 2019/2020 e, até o momento, comercializou menos de 10% deste total. O ponto negativo é que os preços negociados foram equivalentes a 200 off Z0 CIF China para algodão Middling 36 G5. Lavouras - O relatório do USDA de 20 de julho indicou que 73% das áreas já estão com algodão emergido, abaixo da média de cinco anos, de 75%. O índice de formação de maçãs é de 27%; 32% abaixo da média de cinco anos. Para surpresa de muitos, o nível de lavouras regulares, boas e excelentes (R+B+E) subiu, de 74% para 78%, graças à melhoria nos índices de R+B+E do Texas, de 59% para 66% na última semana. Colheita Brasil - A Abrapa informou o progresso da colheita da safra 2019/2020 de algodão no Brasil até ontem Mato Grosso = 26%; Bahia 29%; Goiás 51%; Minas Gerais 47%; Mato Grosso do Sul 72%; Maranhão 35%; Piauí 58%; São Paulo 95%; Tocantins 29% e Paraná 99%. Média Brasil = 30% colhidos, ótimo avanço de 12pp na semana. Exportações brasileiras - De acordo com dados do Secex, exportações brasileiras de algodão totalizaram 17,6 mil toneladas, na terceira semana de julho. O total exportado nas três primeiras semanas de julho de 2020 foi de 44,9 mil toneladas. Exportações brasileiras 2 - Faltando ainda duas semanas para o final do mês, o número é animador para o início da exportação do algodão desta safra. O recorde para o mês de julho foi 47 mil toneladas, em 2019. Preços - A tabela abaixo mostra os últimos movimentos de preços, índices e câmbio que impactam o mercado de algodão.

Postado em: 24/07/2020


Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa com as principais notícias do mundo do algodão

​ALGODÃO PELO MUNDO #27

​- Algodão em NY - Os contratos futuros de algodão em NY fecharam os últimos sete dias em baixa. O contrato dez/20 teve baixa de 2,8%, a 62,54 c/lp. - Altistas - Os principais fundamentos altistas neste momento se referem ao clima nos EUA. As lavouras do Texas e de outras áreas produtoras de algodão estão com temperaturas muito acima das normais e com pouca previsão de chuvas. No último relatório do USDA sobre condições das lavouras de algodão, 41% da safra do Texas foi classificada como "muito ruim" ou "ruim". - Baixistas - O USDA divulgou em seu relatório de oferta e demanda do mês de julho que o consumo global projetado para 20/21 foi estimado em um pouco inferior ao projetado no mês passado. A projeção do consumo total ficou em 24,9 milhões de toneladas, 1,6 milhão de toneladas abaixo da média do consumo das safras 2017/18 e 2018/19. Entretanto, especula-se no mercado que o número pode ainda ser reduzido, devido à recessão global causada pelo Covid-19. - Baixistas 2 - O órgão americano ainda previu que o consumo global da fibra para este ano comercial (19/20) não passará de 22,3 milhões de toneladas, contra 26,2 milhões do ano anterior (18/19), por conta da pandemia. As recentes (e significativas) compras de algodão americano pela China estão sendo vistas pelo mercado como compras para composição de estoque, em função dos acordos geopolíticos, não relacionados à demanda. - Índia - No maior produtor de algodão do mundo, os preços domésticos estão 16% abaixo do mercado internacional. Segundo entidades locais, os fatores que estão colaborando para esta queda são a fraca demanda, o bom andamento do plantio e números errados sobre estoques divulgados pelo USDA, departamento de agricultura dos EUA. - Índia 2 - A grande discussão é sobre os estoques finais de algodão no país Asiático. Enquanto o USDA estima que eles estão em torno de 4,2 milhões de toneladas, os órgãos e entidades da Índia, dentre elas, a Cotton Corporation of Índia (CCI), alegam que estimativas estão "excessivamente altas". Segundo a CCI, o número correto de estoques finais está em torno de 1 milhão de toneladas, ou seja, 25% do número do USDA. - China - A China está se tornando a primeira nação importante a reagir aos danos econômicos causados pela Covid-19. O governo local anunciou um crescimento de 3,2% no PIB do segundo trimestre, versus - 6,8% negativos, no primeiro trimestre, em comparação com os mesmos períodos do ano passado. A produção industrial aumentou 4,8% em junho. No entanto, as vendas de varejo da China, em junho, sofreram uma inesperada queda de 1,8% no mês passado. Isto mostra que a retomada Chinesa ainda não é plena. - China 2 - Os leilões das reservas estatais chinesas (China Reserve) seguem exitosos. Nesta semana, todos os leiloes venderam 100% das 8.000 toneladas colocadas à venda por dia. - Lavouras - O relatório do USDA de 13/jul indicou que 63% das áreas já estão com algodão emergido, acima da média de cinco anos, de 62%. O índice de formação de maçãs é de 18%, abaixo da média de 5 anos (21%). O nível de lavouras "regulares", "boas" e "excelentes" caiu de 77% para 74%. - Colheita/Brasil - A Abrapa informou o progresso da colheita da safra 2019/20 de algodão no Brasil até quinta-feira(16). Mato Grosso 14%; Bahia 20%; Goiás 42%; Minas Gerais 35%; Mato Grosso do Sul 56%; Maranhão 28%; Piauí 43%; São Paulo 95%; Tocantins 20% e Paraná 99%. Média Brasil 18,3% colhido. - Exportações/Brasil - De acordo com dados do Secex, exportações brasileiras de algodão totalizaram 21,5 mil toneladas na segunda semana de julho. Este é o melhor número semanal desde a primeira semana de maio, quando foram exportadas 30,5 mil toneladas. - Preços - A tabela abaixo ⬇ mostra os últimos movimentos de preços, índices e câmbio que impactam o mercado de algodão.

Postado em: 17/07/2020


Abrapa lança Programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR) para as Unidades de Beneficiamento de Algodão (UBA)

O Programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR), iniciativa da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e suas afiliadas estaduais para certificação de pluma sustentável, que antes era limitado às fazendas produtoras da fibra, agora chega às Unidades de Beneficiamento de Algodão (UBA). As "algodoeiras", a primeira das etapas industriais pelas quais passa a matéria-prima até chegar ao consumidor final, eram o único elo desta longa cadeia produtiva no Brasil que ainda carecia de uma certificação. Baseado no conceito da sustentabilidade, em seus pilares ambiental, social e econômico, o ABR-UBA estabelece parâmetros a serem cumpridos, que serão auditados para a certificação. Com a implementação do ABR-UBA, a trajetória de uma roupa de algodão será potencialmente rastreável de ponta a ponta. "Mas isso não depende apenas dos nossos esforços, uma vez que envolve o engajamento de todos os demais segmentos da cadeia produtiva. Mas o que nós, da Abrapa, já poderemos assumir é que, da lavoura ao beneficiamento, o algodão brasileiro tem um programa de certificação, reconhecido pelo rigor e idoneidade, e que se respalda nas legislações Trabalhista e Ambiental do Brasil, das mais completas, complexas e avançadas do mundo", diz o presidente da Abrapa, Milton Garbugio. Know how Para criar o ABR-UBA, a Abrapa utilizou a expertise adquirida com o Programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR), que, desde 2012, vem ajudando a tornar o Brasil o campeão global de fibra sustentável, licenciada pela entidade de referência internacional no assunto, a ONG suíça Better Cotton Initiative (BCI). Os dois programas unificaram seus protocolos no país em 2013, e, de acordo com o mais recente levantamento da BCI, lançado neste mês, mas referente a 2019, mais de 1/3 de todo o algodão BCI no planeta é brasileiro, o que representa 36% de toda a pluma BCI. Em 2018, este percentual era de 31%. Como funciona o ABR UBA A estrutura do programa para a Unidades de Beneficiamento de Algodão (UBA) segue o mesmo arcabouço do ABR para as propriedades rurais, porém, adaptado à natureza da atividade industrial. Com base nos três pilares da sustentabilidade, (ambiental, social e econômico), o ABR-UBA estabelece em oito critérios de avaliação contrato de trabalho; proibição do trabalho infantil; proibição de trabalho análogo a escravo ou em condições degradantes ou indignas; liberdade de associação sindical; proibição de discriminação de pessoas; segurança, saúde ocupacional, e meio ambiente do trabalho; desempenho ambiental e boas práticas, e 170 itens de verificação e certificação. Assim como o ABR tradicional, o ABR-UBA passará pelo crivo e acompanhamento das equipes das associações estaduais filiadas à Abrapa, responsáveis por gerir o programa regionalmente, e de auditorias de terceira parte. "Isso permite comprovar, com total isenção, o compromisso assumido pelas algodoeiras com uma produção responsável. Isso vale para o cuidado com as pessoas, o meio ambiente e com o negócio em si sua longevidade e os benefícios diretos e indiretos que promovem para a economia local, regional e nacional", explica Garbugio. De acordo com o presidente da Abrapa, lançar o ABR-UBA em 2020, quando o mundo estabelece novas prioridades e, na medida do possível, adia planos para 2021, tem um sentido especial para a associação. "É nesse contexto de crise que o esforço em sustentabilidade precisa ser redobrado. Estamos aprendendo a trabalhar sob novos protocolos e a atividade têxtil foi uma das primeiras a sentir o impacto da pandemia. Infelizmente, este setor ainda vai sofrer duros efeitos por um tempo. Mas a gente acredita que sustentabilidade não é para fazer bonito para os clientes, é questão de sobrevivência para pessoas e empresas", concluiu. 13/07/2020Imprensa AbrapaCatarina Guedes – Assessora de Imprensa(71) 98881-8064www.abrapa.com.br

Postado em: 13/07/2020




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