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Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa com as principais notícias do mundo do algodão

ALGODÃO PELO MUNDO #38/2021

Destaque da semana - Primeiro, o navio Evergreen encalhou no canal de Suez no final de março. Agora, é a incorporadora Evergrande que ocupa as manchetes do noticiário econômico global. Enquanto o navio ficou encalhado por seis dias – causando caos cujos reflexos sentimos até hoje – somente o governo Chinês para desencalhar a Evergrande. - Algodão em NY 1 - Montanha russa em NY. A cotação contrato Dez/21 caiu na segunda para menos de 90 U$c/lp, mas depois, com a intervenção do governo Chinês e o robusto relatório de vendas semanais dos EUA (com compras principalmente da China!), os preços se recuperaram e a semana terminou praticamente como começou. - Algodão em NY 2 - O contrato Dez/21 fechou em 92,46 U$c/lp, queda de 0,05% nos últimos 7 dias. - Preços - Ontem (23/9), o algodão brasileiro estava cotado a 104,75 U$c/lp (-125 pts sobre a semana passada) para embarque em Nov-Dez/21 (Middling 1-1/8" (31-3-36) posto Ásia, fonte Cotlook). - Baixistas 1 - A Evergrande, com seus 1.300 projetos em 280 cidades, é certamente a maior preocupação financeira da China no momento. A incorporadora é a mais endividada do mundo, com passivo de US$ 300 bilhões. O risco de calote gera um temor de contágio sistêmico internacional. A solução passa sem dúvida pelo governo Chinês, que esta semana acalmou os mercados ao injetar US$ 71 bilhões no sistema financeiro. - Baixistas 2 - A situação do mercado imobiliário Chinês, que seguramente ainda terá mais capítulos, é um grande alerta a todos de como as coisas podem mudar muito rápido no mercado, para um lado ou para outro. - Altistas 1 - Voltando a falar de algodão, as vendas semanais dos EUA foram robustas novamente na última semana. O USDA anunciou que foram vendidos 379 mil fardos (82,5 mil tons), sendo 60% para a China. - Altistas 2 - Foi bem recebido pelo mercado também o posicionamento do banco central americano (FED) desta semana. O "tapering" (retirada de estímulos à economia) não será iniciado antes de Novembro, e somente se a economia apresentar bons indicadores. - Altistas 3 - A temporada de tempestades nos EUA não acabou. Está sendo observado com atenção o desenvolvimento da Tropical Depression 18 no Atlântico. Até o início da próxima semana, as informações serão mais precisas sobre o possível alcance da tempestade. - Safra Brasil 21/22 - A Abrapa divulgou a estimativa de intenção de plantio da nova safra. A expectativa inicial é de crescimento de 12,6% na área plantada (1,53 milhão de ha) e 20,6% na produção de pluma (2,79 milhões de toneladas). - China 1 - Após pausa para os feriados do Festival da Lua nesta semana, os leilões da Reserva Chinesa continuam a vender 100% dos lotes ofertados. Já foram vendidas 569,5 mil toneladas das 600 mil planejadas. - China 2 - Especula-se muito ainda que a safra Chinesa deste ano (estimada em 5,8 milhões de toneladas) pode ser menor e que devido às restrições aos produtos feitos com algodão de Xinjiang, o país tenha que importar mais que o previsto (2,2 milhões de tons). Seguimos acompanhando. - Agenda - No dia 7 de Outubro, durante o Congresso da International Cotton Association (ICA), em Liverpool, que ocorrerá de forma híbrida (virtual e presencial), a Abrapa irá apresentar um painel especial sobre as perspectivas para a safra 2022 do Brasil. - Safra Brasil 20/21 - A Abrapa, em conjunto com as associações estaduais, atualizou a estimativa de produção brasileira de algodão para 2,32 milhões de toneladas, queda de 119 mil toneladas referente ao levantamento de julho/21 e 679 mil toneladas a menos em relação à safra 19/20. - Colheita - Até ontem (23/09) BA e TO (99%); GO (100%), MA (96%); MG (98%), MS (100%), MT (100%), PI (100%) SP (100%) e PR (100%). Total Brasil 99,8% colhido. - Beneficiamento - Até ontem (23/9) BA e TO (62%); GO (93%), MA (35%); MG (78%), MS (97%), MT (45%), PI (82%) SP (100%) e PR (100%). Total Brasil 52% beneficiado. - Exportações - O Brasil exportou 76,7 mil tons de algodão nas três primeiras semanas do mês de setembro/21. A média diária de embarque está 16,2% inferior quando comparada a setembro/20. - Preços - Consulte tabela abaixo ⬇ Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil, programa da Abrapa. Contato cottonbrazil@cottonbrazil.com

Postado em: 24/09/2021


Produção de algodão deve crescer 20,3% na safra 21/22

​Estudo da Abrapa aponta que o aumento será resultado da recuperação de área plantada e produtividade, depois de um ciclo prejudicado pelo clima

A área plantada de algodão deve totalizar 1,53 milhão de hectares na safra 2021/2022. Embora seja inferior ao período pré-pandemia, representa um crescimento de 12,6% em comparação com o ciclo anterior (1,36 milhão de hectares). A informação é da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), que divulgou os primeiros dados relativos ao novo ciclo agrícola, que, segundo a entidade, são um indicativo de reaquecimento do setor. Com a recuperação da área plantada, a produção de pluma deverá voltar a subir. Após recuo na temporada 20/21 - estimada em 2,32 milhões de toneladas -, o volume projetado para 2021/2022 é de 2,79 milhões de toneladas, um aumento de 20,3%. "Infelizmente, durante o planejamento da safra 20/21, os preços internacionais do algodão estavam abaixo de custo e a decisão mais lógica era não plantar, mas, em breve, voltaremos à produção de 3 milhões de toneladas que tivemos na safra 19/20", avalia o presidente da Abrapa, Júlio Cézar Busato. Devido aos problemas climáticos desde a fase de semadura da safra passada, a produtividade média estimada do ciclo 20/21 foi de 1.708 Kg/hectare, 5,2% inferior à alcançada na temporada 19/20. Os melhores desempenhos foram registrados no Piauí (2048 Kg/ha), Mato Grosso do Sul (1979 kg/ha), Bahia (1938 kg/ha) e Maranhão (1816 kg/ha). Mas Busato afirma "Estamos animados com a qualidade da pluma colhida agora e com a retomada da área plantada e da produção na próxima safra". Até o dia 16 de setembro, a colheita tinha chegado a 99% da safra 20/21 e o beneficiamento a 44% do total. Globo Rural online – 23.09.2021

Postado em: 24/09/2021


Brasil fecha safra de algodão 20/21

​A safra de algodão 2020/21 está oficialmente encerrada no Brasil. O planeamento para o ciclo 21/22 já começou, com boas oportunidades de venda e perspectiva de retomar patamares de produção próximos das 3 milhões de toneladas da safra 19/20. Para falar desses e outros temas, o programa Realidade da Safra entrevistou o presidente da Abrapa, Júlio Cézar Busato. Assista https//www.youtube.com/watch?v=Ga2opKv7gHM&t=1s Notícias Agrícolas - Realidade da Safra - 23.09.2021

Postado em: 24/09/2021


Escassez de contêiners preocupa cadeia do algodão

​Tema foi tratado em reunião ordinária da Câmara Setorial, nesta quinta-feira (23)

A escassez de contêineres e seus impactos nas exportações brasileiras foi um dos temas centrais da 64ª Reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e seus Derivados, realizada nesta quinta-feira (23) de forma virtual. O gargalo logístico global vêm se refletindo no atraso dos embarques da pluma e a previsão é de agravamento da situação. Miguel Faus, presidente da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), definiu o cenário atual como caótico. "A situação está complicada e não vemos solução no curto ou médio prazo. A consequência, para o nosso negócio, é o ritmo mais lento de exportação que vamos observar nos próximos meses", avaliou. Segundo ele, a previsão, para a temporada comercial 21/22, é de embarques da ordem de 1,8 milhão de toneladas, mas o número pode ser revisto para baixo, em função das circunstâncias. As dificuldades logísticas também se refletem na redução geral do Basis. "O custo e o tempo de levar o algodão da origem até o destino aumentou, e isso tem que se refletir de alguma forma nos basis. Existe uma pressão de ambos os lados e o mercado vai se ajustando de alguma forma", ponderou. Representando a Associação Mato Grossense dos Produtores de Algodão (AMPA), o economista e consultor de logística Luiz Antonio Pagot informou as medidas que vem sendo tomadas desde outubro de 2020, na busca de soluções para o gargalo nos portos – entre elas, a criação de um grupo de trabalho no âmbito do Instituto Pensar Agro (IPA) e a articulação com o Congresso e o governo federal. "O que se pode constatar é que a situação se agrava. Além da falta de contêiners, tem o problema da falta de escala de navios", alertou. Pagot lembrou que o quadro atual é resultado de questões conjunturais, como problemas no Canal de Suez e nos portos asiáticos e a priorização de embarques para o Hemisfério Norte. "Nos últimos 120 dias, os armadores começaram a fazer um enxugamento de contêineres na América do Sul e direcionando para a China, tendo em vista o extraordinário preço que alcançou o frete", relatou. Na última semana, o frete do contêiner da China para os Estados Unidos, que custa normalmente US$ 2 mil, chegou a U$ 26 mil, influenciado pelas grandes compras americanas para o Natal. "Vamos intensificar as ações e trabalhar com o governo para estabelecermos um plano de contingência. Sabemos que há uma crise mundial, mas temos a consciência de que estão privilegiando outros mercados", ressaltou. Temporada 20/21 de exportações Durante a reunião, o diretor de assuntos internacionais da Abrapa, Marcelo Duarte, fez um balanço do ano comercial 20/21. Entre agosto de 2020 e julho de 2021, o Brasil exportou 2,4 milhões de toneladas de algodão, 23% a mais do que no ciclo anterior, concretizando um novo recorde de embarques. A China foi o principal destino da fibra brasileira, responsável por 30% do total exportado, seguida de Vietnã (17%) e Paquistão (12%). "Em todos os mercados o Brasil tem apresentado crescimento importante nos últimos anos devido ao aumento das produção e da eficiência nas exportações", ressaltou. Nos últimos 10 anos, as exportações brasileiras de algodão têm crescido 19% ao ano, enquanto a média mundial é de 3,3%. Na temporada 20/21, a participação do Brasil no mercado internacional da pluma foi de 23%, atrás apenas dos EUA, com 34%. "Vamos ser os maiores exportadores de algodão num curto espaço de tempo e, no longo prazo, seremos o maior produtor mundial pelo potencial e pelos agricultores que temos", afirmou o presidente da Abrapa, Júlio Busato. Relatório de Safra As associações estaduais, vinculadas à Abrapa, apresentaram os dados finais da safra 20/21, praticamente encerrada. Com 99% da safra 20/21 colhida e 44% beneficiada até o dia 16 deste mês, a produção foi atualizada para 2,32 milhões de toneladas. Devido aos desafios climáticos impostos desde a semeadura do algodão, a produtividade estimada do ciclo que está terminando é de 1.708 Kg/hectare, 5,2% inferior à alcançada na temporada 2019/2020. O melhor desempenho foi registrado no Piauí, com 2048 Kg/ha, seguido de Mato Grosso do Sul (com o recorde histórico de 1979 kg/ha), Bahia (1938 kg/ha) e Maranhão (1816 kg/ha) Para a próxima safra, a Abrapa prevê uma área plantada de 1,53 milhão de hectares - aumento de 12,6% em relação ao ciclo anterior, que totalizou 1,36 milhão de hectares. "Voltamos a um milhão e meio de hectares e tomara que seja ainda um pouco melhor. Vamos torcer para que venha a chuva no Mato Grosso e tenhamos mais área de algodão lá", disse Júlio Busato. Com a recuperação da área, a produção de pluma deverá voltará a subir. Após recuo na temporada 20/21, o volume projetado para a safra 21/22 é de 2,79 milhões de toneladas. A próxima reunião da Câmara Setorial está marcada para 8 de dezembro. O colegiado, presidido pela Abrapa, reúne todos os elos da cadeia têxtil. Mais informações para a imprensaascom@abrapa.com.br

Postado em: 24/09/2021


Produção de algodão deve crescer 20,3% na safra 21/22

​Aumento se deve à recuperação da área plantada e produtividades, segundo levantamento da Abrapa

​Produção de algodão deve crescer 20,3% na safra 21/22 A área plantada brasileira de algodão deverá alcançar 1,53 milhão de hectares na safra 21/22, um aumento de 12,6% com relação ao ciclo anterior, que totalizou 1,36 mlhão de hectares. Os dados estão no primeiro levantamento da safra 21/22 da Associação Brasileira de Produtores de Algodão (Abrapa). Embora ainda inferior ao semeado na pré-pandemia, as informações coletadas este mês junto às associações estaduais indicam o reaquecimento do setor. Com a recuperação da área, a produção de pluma deverá voltar a subir. Após recuo na temporada 20/21, o volume projetado é de 2,79 milhões de toneladas – um aumento de 20,3% sobre a safra anterior, revisada para 2,32 milhões de toneladas. "Estamos animados com a qualidade da pluma colhida agora e com a retomada da área plantada e da produção na próxima safra", afirma o presidente da Abrapa, Júlio Cézar Busato. "Infelizmente, durante o planejamento da safra 2020/21 os preços internacionais do algodão estavam abaixo de custo e a decisão mais lógica era não plantar, mas em breve voltaremos à produção de 3 milhões de toneladas que tivemos na safra 19/20", avalia. Até o dia 16 deste mês, 99% da safra 20/21 já havia sido colhida e 44%, beneficiada. Devido aos desafios climáticos impostos desde a semeadura do algodão, a produtividade estimada do ciclo que está terminando é de 1.708 Kg/hectare, 5,2% inferior à alcançada na temporada 2019/2020. O melhor desempenho foi registrado no Piauí, com 2048 Kg/ha, seguido de Mato Grosso do Sul (1979 kg/ha), Bahia (1938 kg/ha) e Maranhão (1816 kg/ha) Confira a íntegra do relatório aqui Perspectivas-Safra-21-22 22set2021.pdfMais informações para a imprensa ascom@abrapa.com.br

Postado em: 23/09/2021


Certificação oficial do algodão brasileiro entra na reta final

​Proposta de implementação do programa foi apresentada à ministra Teresa Cristina

O Programa de Certificação de Conformidade Oficial do Algodão Brasileiro deu mais um passo nesta segunda-feira (20). Em audiência com a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Teresa Cristina, a Abrapa apresentou propostas para a implementação da Portaria 375, que estabelece a os requisitos e critérios para a Certificação Voluntária. A norma entrou em vigor no dia 1º deste mês. O presidente da Abrapa, Júlio Cézar Busato, levou sugestões para três questões previstas na portaria a taxa a ser recolhida para o Mapa pelos proprietários de algodoeiras, visando a obtenção do Certificado de conformidade; o treinamento para os auditores fiscais do ministério da agricultura; e o programa de qualificação para que os funcionários das algodoeiras possam ser credenciados para atuarem como auditores do processo de coleta de amostras dos fardos de algodão. “Esta é a última etapa para que tenhamos a certificação oficial da qualidade do nosso algodão”, comemorou Busato. “Queremos agradecer muito o apoio e o empenho da ministra, é um grande passo que estamos dado para que a pluma brasileira seja, cada vez mais, reconhecida e valorizada pelo mercado”, afirmou. A expectativa é de que o Programa de Certificação Oficial seja implementado na safra 2021/2022, que começa a ser plantada agora. Coordenada pelo Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal – Dipov do ministério da Agricultura, a certificação atestará que a amostra de algodão utilizada para análise de qualidade da fibra foi retirada de acordo com os protocolos estabelecidos e corresponde ao fardo que será comercializado, agregando confiabilidade ao processo. Mais informações para a imprensaascom@abrapa.com.br

Postado em: 21/09/2021


Estratégia para mercado de algodão aproxima China e Brasil

​Abrapa e CNCE promovem evento para fortalecer a cooperação entre os dois países

​De um lado da mesa, o maior comprador de algodão no mundo. Do outro, o país que já se consolidou no posto de segundo maior exportador global e tem potencial firme para assumir a liderança nos próximos anos. Com objetivos complementares, China e Brasil deram mais um passo, na última sexta-feira (17), para ampliar a parceria entre cotonicultores brasileiros e indústrias têxteis chinesas. Durante o webinar "Cotton Brazil Harvest 2021 Roundtable", industriais chineses apresentaram dúvidas e sugestões sobre como o algodão brasileiro pode ampliar sua presença no mercado local. O evento foi promovido pela Associação Brasileira de Produtores de Algodão (Abrapa) e pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex Brasil), com apoio da Associação Nacional de Exportadores de Algodão (Anea) e parceria com a China National Cotton Exchange (CNCE) e a Embaixada do Brasil em Pequim. Representante de mais de 5 mil compradores chineses de algodão, a CNCE foi criada em 1997 pelo governo central chinês e, atualmente, é a maior plataforma de negócios de algodão da China. Reúne mais de 4.300 fiações, responsáveis por 90% do consumo chinês da pluma, além de 90% dos comerciantes domésticos de algodão. Yang Baofu, diretor da CNCE, atestou a qualidade da fibra brasileira e o interesse chinês em manter a cooperação com os brasileiros. "A Abrapa tem elevado a qualidade do produto, garantindo principalmente um algodão sem contaminação, que é aplaudido na China. Nós temos a mesma missão criar um futuro melhor para o algodão da China e do Brasil", afirmou durante o webinar. O Cotton Harvest foi o quarto grande evento promovido pela Abrapa na China somente este ano. "Já definimos com a CNCE que seremos co-organizadores de dois grandes congressos do setor têxtil na China em 2022. A prova da determinação e da vontade do produtor brasileiro em ser cada vez mais parceiro da indústria têxtil chinesa é que vamos construir com a alfândega chinesa e com apoio da CNCE as melhores práticas de classificação de algodão", antecipou o presidente da Abrapa, Júlio Cézar Busato. Mercado em expansão Embora seja o segundo maior produtor mundial da fibra, a China não consegue suprir sua demanda interna na totalidade. De acordo com o Departamento de Agricultura Americano (USDA), a produção chinesa foi de 6,4 milhões de toneladas na safra 2020/2021, para um consumo estimado de 8,7 milhões tons. Para a safra 2021/2022, a produção prevista é de 5,8 milhões tons (-9,3%), com projeção de que a indústria precise de 8,9 milhões tons (+2,5%). A estimativa é de que as importações chinesas superem 2 milhões de toneladas pelo segundo ano consecutivo. Na temporada de exportações encerrada em julho, a China ultrapassou o mercado brasileiro como principal cliente da fibra produzida no país, com inéditas 720,7 mil toneladas adquiridas. Embora a previsão para o ano comercial 2021/22 seja de recuo nos embarques totais, em razão da produção menor, a perspectiva é de que a China continue absorvendo um terço das exportações brasileiras de algodão. "Nossos números indicam que o Brasil continuará crescendo na produção e na exportação, e esse crescimento será conseguido a partir de ganhos de produtividade. Esse é apenas um dos motivos que posiciona nosso país como um provedor confiável de um produto de qualidade, em quantidade e sustentável", reiterou o embaixador do Brasil em Pequim, Paulo Estivallet de Mesquita. Logística A logística será um importante fator no cenário futuro, alertou o presidente da Anea, Miguel Faus. "Não somente no Brasil, mas no mundo, pois em escala global já estamos enfrentando gargalos sérios que estão impactando em todas as atividades comerciais", observou. A questão também preocupa a indústria chinesa. Nicole Wang, gerente geral da China National Cotton Group Corp (CNCGC), foi uma das representantes do mercado têxtil chinês a participar da mesa redonda com a Abrapa e CNCE. "Nos perguntamos se o porto de Manaus não poderia ser uma opção relevante para nos ajudar a reduzir a tensão no Porto de Santos, que responde atualmente por 97% dos embarques de algodão. Sabemos que logística não é uma questão gerenciada pelo produtor, mas é um ponto crucial para nós", afirmou Nicole. Embora haja projetos e investimentos em curso nos portos do chamado "Arco-Norte", Fauss informou que o frete interno para Santos ainda é mais barato, por isso esse Porto deve manter seu protagonismo nos próximos anos. "Existe um esforço da iniciativa privada para ampliar as opções, mas para o algodão produzido em Mato Grosso, que é o estado que mais cultiva no Brasil, Santos ainda é a melhor alternativa, e isso não deve mudar em médio prazo", explicou. Rastreabilidade A Abrapa aproveitou a oportunidade para apresentar a nova etiqueta SAI, que identificará os fardos de algodão da safra 2021/22. A partir da leitura do QR Code de cada etiqueta será possível acessar, pelo celular, todas as informações sobre o produto - desde onde foi produzido até as características intrínsecas e certificações. Mais informações para a imprensaascom@abrapa.com.br

Postado em: 20/09/2021


O que esperar da próxima safra?

O que esperar da safra de verão? As perspectivas de área plantada, produção e produtividade de algodão, soja, milho e arroz para a safra 21/22 foram abordadas em um webinar promovido pela revista A Granja na última sexta-feira (17). O painel também debateu custos de produção e potencial de crescimento do mercado externo. A Abrapa esteve representada por seu vice-presidente, Alexandre Schenkel.Assista a íntegra do debate https//www.youtube.com/watch?v=0HpFrLO152g Revista A Granja – 17.09.2021

Postado em: 20/09/2021




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