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Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa com as principais notícias do mundo do algodão

​ALGODÃO PELO MUNDO #20

​Algodão em NY - O contrato dez/20, referência para a safra nacional 2019/2020, fechou a última semana com baixa de 2,0%, a 57,54 centavos de dólar por libra-peso (c/lp). Notícias sobre falta de chuvas em algumas regiões dos EUA (Sul do Texas) e excesso em outras (Costa do Atlântico) não foram suficientes para dar suporte ao mercado, que ainda está computando os terríveis efeitos da pandemia de Covid-19, e agora vive um momento de reaquecimento das tensões entre as duas maiores economias do planeta. Tensão- Hoje o mercado da pluma está em baixa com o temor do que a entrevista coletiva especial do presidente Trump pode trazer. O presidente deverá falar sobre as ações que os EUA irão tomar em retaliação à aprovação, na China, da nova lei de segurança para Hong Kong. Acordo Comercial- Enquanto isso, é importante lembrar que a meta da Fase 1 do acordo comercial EUA-China para exportações agrícolas para este ano é US$ 36,6 bilhões. Nos primeiros três meses do ano, entretanto, a China comprou apenas US$ 3,35 bilhões em produtos agrícolas dos EUA, menos que no mesmo período de 2019. Acordo Comercial 2- De fato, os altos números estabelecidos no acordo e os efeitos econômicos da pandemia de Covid-19 justificam grande parte desta distância entre a meta e o realizado, no primeiro trimestre. Entretanto, o que vem preocupando o mercado é que a escalada de tensão entre os dois países pode estar ameaçando o trade deal, estabelecido em fevereiro deste ano. Índia - Em entrevistas divulgadas esta semana, a Associação de Algodão da Índia (CAI), afirmou que as exportações de algodão do país podem ultrapassar um milhão de toneladas em 2019/20, um aumento de 12% em relação à estimativa anterior. Índia 2 - A queda da moeda indiana (rupia) tornou o algodão indiano o mais barato do mundo, segundo a Associação de Algodão da Índia (CAI). As exportações indianas podem limitar os embarques de concorrentes, como Estados Unidos e Brasil, para os principais compradores asiáticos, como China, Bangladesh e Vietnã. Colheita 2019/2020 - Segundo a Abrapa, São Paulo alcança 56% da área total colhida e o Paraná 75%. A partir da próxima semana a colheita inicia em novas áreas de Goiás, Minas Gerais, Bahia e restante de Mato Grosso do Sul. Os maiores produtores, Mato Grosso e Bahia – que respondem juntos por, praticamente, 90% da produção nacional – começam suas colheitas a partir de junho. Plantio 2020/2021 - O USDA divulgou esta semana mais um relatório sobre o progresso do plantio da safra 2020/2021. Segundo o relatório, o plantio atingiu 53% da área, até 24 de maio, um aumento de nove pontos percentuais em relação à semana anterior. O progresso do plantio está em pé de igualdade com o ritmo médio dos últimos cinco anos, apesar do lento progresso no meio-sul. Com relação à região, Arkansas, Missouri e Tennessee estão atrasados, com a janela de plantio ideal fechada há quase uma semana. Exportações - Os EUA divulgaram hoje os dados de vendas externas e exportações da última semana. Conforme esperado, as vendas líquidas de exportação da safra 2019/2020 foram muito inferiores às registradas na semana anterior (12 mil toneladas). As exportações, por outro lado, foram modestamente mais altas (58 mil toneladas). Exportações - O Brasil exportou 16,6 mil toneladas de algodão em pluma na terceira semana de maio/20. Com isso, o volume total exportado em nas três primeiras semanas de maio/20 foi de 59 mil toneladas. Preços - A tabela abaixo ⬇ mostra os últimos movimentos de preços, índices e câmbio que impactam o mercado de algodão.

Postado em: 29/05/2020


Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa com as principais notícias do mundo do algodão

ALGODÃO PELO MUNDO #19

- Algodão em NY - O mercado andou "de lado" na última semana em NY. As notícias positivas, como o sucesso em testes com uma vacina para Covid-19, foram anuladas pela divulgação de mais um aumento no número de desempregados nos EUA (agora, 39 milhões). Mas o mês de maio vai chegando ao fim e as medidas de restrição e isolamento nos EUA e Europa continuam sendo flexibilizadas, o que cria expetativas para aumento do consumo e retomada da economia. O contrato dez/20, referência para a safra nacional 2019/20, fechou a última semana com leve alta de 1,6%, cotado a 58,70 centavos de dólar por libra-peso (c/lp). - Relação China-EUA - O aumento do atrito entre EUA e China, observado nas últimas semanas, ganhou mais um novo episódio os chineses devem impor uma nova lei de segurança, que contempla Hong Kong. A medida levou o governo americano a alertar sobre forte reação que adotará, caso isso se concretize. A bolsa de Hong Kong caiu 5,56% no fechamento desta sexta-feira e deve impactar os mercados deste lado do mundo hoje. - China-EUA 2 - Em ano eleitoral, Trump tem motivos para não aliviar a tensão, uma vez que o eleitor americano vê como positiva uma política mais dura com os chineses. Do lado chinês, a relação com Hong Kong é uma questão de soberania. Mesmo considerando que a China tenha afirmado que irá cumprir a Fase 1 do acordo comercial, o mercado tende a piorar com a elevação nas tensões. - China – Para complementar o quadro, hoje, pela primeira vez na história, na abertura do Congresso Nacional do Povo (NPC), a China retirou seu alvo de crescimento para o ano. Para justificar a decisão, o premiê Li Keqiang disse que "a situação econômica e epidêmica global e a situação comercial são muito incertas". A meta de crescimento era de 6% e o mercado esperava um corte para em torno de 2% a 3%. - Comercialização – Os índices de comercialização das safras 2019/20 e 20/21 de Mato Grosso são de, respectivamente, 78% e 30%, segundo o Imea. Já na Bahia, a Abapa estima em 75% e 20%, para as safras 19/20 e 20/21. Mato Grosso e Bahia representam, juntos, em torno de 90% da produção nacional de algodão. - Colheita - Segundo a Abrapa, São Paulo e Paraná já iniciaram a colheita do algodão da safra 19/20. Os dois estados já têm, respectivamente, 50% e 65% da área total colhida. Além disso, as regiões de Sidrolândia e Aral Moreira, no Mato Grosso do Sul, já finalizaram a colheita. A colheita em Goiás, Minas Gerais e Bahia deve começar no início do mês de junho. - Plantio - O USDA divulgou, esta semana, mais um relatório sobre o progresso do plantio da safra 2020. Segundo o relatório, 44% da área foi plantada até 17 de maio. O plantio está acima da média do ano passado, em 39%, e, comparado à média dos últimos cinco anos, 40%. Entretanto, algumas consultorias chamam atenção para a previsão do tempo atual, que não sinaliza favoravelmente para os próximos dias. - Subsídios - Esta semana o USDA deu detalhes sobre os subsídios de US$ 16 bilhões que serão pagos aos produtores do país nos próximos dias. O Programa de Assistência Alimentar para Coronavirus dos EUA (CFAP) irá fazer pagamentos diretos aos produtores das commodities que sofreram queda de preço de 5% ou mais, devido à pandemia. Os produtores de algodão terão direito a receber US$0,19 c/lp pelo algodão não comercializado até 15 de janeiro deste ano, mediante comprovação e alguns limites estabelecidos. - Exportações - Apesar do número semanal ter diminuído, as vendas de exportação para a China continuaram fortes. Na última semana, o país comprou 34,5 mil tons dos americanos. Os EUA exportaram 59,7 mil toneladas na semana anterior, e, neste momento, já exportaram 77% do que era projetado pelo USDA para este ano comercial (ago-jul). - Exportações - O Brasil exportou 12 mil toneladas de algodão em pluma, na segunda semana de maio de 2020. Com isso, o volume total exportado em 2019/20 ultrapassou 1,79 milhão de toneladas, ou 95% da projeção para este ano comercial (ago-jul). - Preços - A tabela abaixo ⬇ mostra os últimos movimentos de preços, índices e câmbio que impactam o mercado de algodão.

Postado em: 22/05/2020


Setores de fibras têxteis naturais, artificiais e sintéticas discutem ameaças e oportunidades no contexto da Covid-19

O presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Milton Garbugio, representou o setor de fibras naturais, no debate online que a Associação Brasileira da Industria Têxtil e de Confecções (Abit) promoveu na tarde desta terça-feira (19), para falar de cenários para as fibras têxteis no contexto da pandemia de Covid 19. No evento, o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Fibras Artificiais e Sintéticas (Abrafas) Lineu Jorge Frayha, e o conselheiro da mesma entidade, Renato Boaventura, falaram, respectivamente, pelos produtores de poliéster e poliamida. A discussão foi mediada pelo presidente da Abit, Fernando Pimentel. Se, à primeira vista, o debate parecia sugerir o confronto entre insumos têxteis concorrentes, o consenso entre os debatedores foi justamente o oposto. Apenas o fortalecimento das cadeias produtivas integradas – desde a matéria-prima até a confecção –, a união entre os setores e a inovação podem assegurar uma retomada bem-sucedida, quando a crise atingir o pico e começar a passar. Da mesma forma, os participantes elencaram a redução do chamado "custo Brasil" e mecanismos de proteção à concorrência desleal como fatores prioritários. "A China é um grande comprador, mas também um grande produtor de algodão. É difícil competir com quem tem mão de obra e energia mais baratas, além de subsídios governamentais. Precisamos, no Brasil, de garantir meios para que o investidor acredite no país para colocar o seu dinheiro. Para isso, temos de ter segurança jurídica e transparência por parte dos governos. É importante também uma reforma tributária, pois nem os estados se entendem nessa questão", considerou Garbúgio. O presidente da Abrapa lembrou que, ao contrário das fibras artificiais e sintéticas, o algodão precisa ser cultivado, o que exige planejamento e obediência a um calendário agrícola. "Para termos algodão, precisamos de pelo menos 18 meses entre planejar e produzir. Isso nos deixa um tanto vulneráveis pois não sabemos quando tudo isso vai passar. A indústria nacional praticamente parou. O consumo mundial vai reduzir. Acredito que valorizar a indústria nacional e o produto brasileiro, de qualidade e sustentável, será essencial para puxar essa demanda", afirmou. Renato Boaventura considera que é preciso garantir a integração. "Se hoje dependêssemos de importação, as coisas seriam ainda piores. Já perdemos elos da cadeia como o da produção de viscose. Não podemos deixar que outros se percam", afirmou. Os representantes de poliéster e poliamida enfatizaram a queda no preço do petróleo, base da fabricação destes produtos, e a posição da China na produção mundial como desvantagens para o setor neste momento. "Competir com a China e os países asiáticos é um trabalho hercúleo. A China detém 70% da produção mundial e tem incentivos governamentais para a exportação de seus produtos acabados. Nosso governo tem de entender a importância de reduzir o custo Brasil, que hoje para nós é maior até que as eventuais barreiras tarifarias de que dispomos para proteger a nossa indústria", disse. Todos os setores representados avaliaram que o consumidor pós covid, empobrecido e receoso, vai prestar ainda mais atenção a critérios como qualidade e durabilidade, no momento em que voltar a comprar roupas e outros itens têxteis. "Ele também vai estar mais atento à sustentabilidade. Os cotonicultores fizeram um grande trabalho nesse sentido, tanto com o programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR), que atua em benchmark com a Better Cotton Initiative (BCI), como com as iniciativas em qualidade e rastreabilidade. Para fortalecer a indústria nacional, são importantes também programas como o Sou de Algodão, que já está repercutindo muito no Brasil, ao difundir as informações sobre os nossos diferenciais competitivos junto ao consumidor final brasileiro", comentou. Os participantes também evidenciaram a necessidade de valorização da indústria nacional e do produto feito no Brasil. "Isso vai além de uma etiqueta de origem, que demanda uma série de processos e rastreabilidade. Trata-se de um sentimento de que é preciso fortalecer o que é nosso, gerar empregos e melhorar a vida das pessoas", afirmou Pimentel.

Postado em: 20/05/2020


Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa com as principais notícias do mundo do algodão

ALGODÃO PELO MUNDO #18

​- Algodão em NY - As fortes vendas internacionais de algodão americano divulgadas ontem (com mais de 80% para a China) deram suporte para o mercado de algodão em NY esta semana. O contrato dez/20, referência para a safra nacional 19/20, fechou a última semana com leve alta de 1,4%, a 57,76 c/lp. - Algodão em NY 2 - Os preços de algodão em NY aumentaram mais de 20%, desde que atingiram a mínima cotação, em 12 anos, de 48,35 c/lp, em 1º de abril, na esperança – principalmente - de uma retomada da atividade econômica, já que governos de todo o mundo estão flexibilizando as restrições por conta da Covid-19. - Oferta e Demanda - Em linha com as previsões de outras fontes como o ICAC e a Cotlook, o USDA reduziu em seu relatório mensal de oferta e demanda o consumo de algodão para este ano comercial (19/20). O órgão previu a demanda global em 22,9 milhões de toneladas, 3,3 milhões de toneladas a menos que 18/19. Esta foi a maior queda anual em mais de um século, devido ao impacto da Covid-19. - Oferta e Demanda 2 - Por outro lado, o relatório americano trouxe alívio ao mercado ao estimar uma retomada no consumo global em 20/21. Em sua primeira previsão para o ano comercial que inicia em agosto de 2020, o órgão previu consumo de 25,4 milhões de toneladas. - China – As fiações chinesas ainda estão trabalhando bem abaixo da capacidade, devido à demanda. Apesar disso, segundo fontes locais, nas últimas semanas houve muito interesse de compra de algodão (americano ), a maioria por uma grande estatal. Questões geopolíticas podem estar motivando estas compras. - China 2 – Porém, nos últimos dias, houve um aumento de demanda, por parte de empresas privadas chinesas. Segundo o trader Thomas Reinhart, ainda não é um "boom", mas o mercado parece estar melhorando, e a crise, ficando no "retrovisor", na China. - China 3 – Em linha com a percepção acima, o governo do país asiático divulgou esta semana dados econômicos de abril, que mostram uma recuperação contínua na indústria e nos investimentos, bem como recuperação surpreendente nas exportações. O consumo interno ainda está fraco. - Safra 19/20 - De acordo com levantamento de da Abapa, o algodão, na Bahia, encontra-se no estádio fenológico, em torno de 170 dias, em uma área total de 313.566 hectares plantados. A estimativa de produção para esta safra, no estado, é de 593 mil toneladas de pluma, praticamente a mesma do ano anterior. - Colheita - Segundo a Abrapa, São Paulo e Paraná já estão avançados na colheita do algodão desta safra. Algumas regiões de MS e norte de MG estão iniciando a colheita. As primeiras áreas de GO e BA começam a ser colhidas em junho, enquanto em MT, maior produtor nacional, a colheita inicia em julho. - Plantio - O USDA divulgou esta semana mais um relatório sobre o progresso do plantio da safra 2020. Segundo o levantamento, praticamente 1/3 da área foi plantado até 10 de maio. O plantio está acelerado, em comparação com o ano passado (24%), com a média dos últimos cinco anos (27%). - Exportações - O Brasil exportou 30,5 mil toneladas de algodão em pluma na primeira semana de maio/20. Com isso, o volume total exportado em 2019/20 (desde agosto de 201919) ultrapassou 1,77 milhão de toneladas. - Preços - A tabela abaixo ⬇ mostra os últimos movimentos de preços, índices e câmbio que impactam o mercado de algodão.

Postado em: 15/05/2020


Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa com as principais notícias do mundo do algodão

ALGODÃO PELO MUNDO #17

⬆Algodão em NY - Nesta quinta-feira, após o anúncio pelo USDA de mais uma semana de números significativos de vendas externas de algodão, os preços da pluma em NY tiveram importantes ganhos. As razões para o entusiasmo de ontem foram duas 1) os números de exportação reportados esta semana foram muito acima dos números necessários para cumprir as estimativas para este ano comercial feitas pelo USDA e 2) praticamente 60% das vendas semanais foram para a China. Relações China-EUA - Mercados em alta também hoje pela manhã como consequência dos sinais de alívio nas recentes tensões comerciais entre EUA e China. O secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, e o representante de comércio dos EUA, Robert Lighthizer, conversaram via telefone esta manhã com o vice-primeiro-ministro chinês Liu He. As autoridades discutiram a implementação da fase 1 do Acordo Comercial firmado em janeiro. Os dois países, que voltaram a se atritar, concordaram em trabalhar juntos para criar um ambiente favorável para a implementação da ainda neste ano. China - Com o alívio das tensões entre China e os EUA, crescem as especulações que o gigante asiático poderá adquirir em torno de 1 milhão de toneladas de algodão para sua reserva estatal. Esta tem sido a expectativa quem tem motivado as recentes altas, apesar dos dados muito baixistas de oferta e demanda. Oferta e Demanda - Esta semana o ICAC e a Cotlook reduziram suas previsões de consumo global de algodão para este ano comercial (19/20). O ICAC reduziu em 1,65 milhão de toneladas para 22,94, enquanto a Cotlook está prevendo consumo de 22,49 milhões de toneladas. Estes números estão bem abaixo das ultima estimativa de consumo mundial divulgada mês passado pelo USDA 24,08 milhões de tons. Oferta e Demanda 2 - Na semana que vem (12/05) o USDA divulgará seu relatório mensal de oferta e demanda. Há grande expectativa em relação à esta divulgação, principalmente porque será o primeiro relatório mensal a trazer o quadro de oferta e demanda do próximo ano comercial (20/21). ✅ Qualidade - O Centro Brasileiro de Referência em Análise de Algodão (CBRA), laboratório central da Abrapa, recebeu esta semana acreditação do Inmetro para seus ensaios de comprimento, índice de uniformidade, resistência a ruptura, micronaire, grau de reflexão e grau de amarelamento, por HVI. A acreditação é mais uma prova, reconhecida pelo mercado internacional, da qualidade brasileira na classificação de algodão. Safra 19/20 - Brasil - O Imea divulgou na última segunda-feira (04/05) a 4ª previsão para a safra 19/20 de algodão em Mato Grosso. A área ficou estimada em 1,13 milhão de ha, um incremento de 1,33% em relação à safra 18/19. Diante do ajuste na área e a manutenção da produtividade estimada para o estado, o Instituto prevê uma produção de pluma de 1,97 milhão de toneladas. Plantio - EUA - O USDA divulgou esta semana mais um relatório sobre o progresso do plantio para a safra 2020. Já foi plantada 18% da área, um pouco acima da média dos últimos cinco anos 17%. Exportações - Brasil - O Brasil exportou 90,5 mil toneladas de algodão em pluma no mês de Abril/20. Os maiores destinos foram Vietnã (21%), Turquia (19%), China (12%) e Indonésia (10%). Apesar de ser o menor volume mensal desde Ago/19, foi a maior exportação da história no mês de Abril. Preços - A tabela abaixo ⬇ mostra os últimos movimentos de preços, índices e câmbio que impactam o mercado de algodão.

Postado em: 08/05/2020


“Live” no Instagram debate rastreabilidade da cotonicultura na moda pós Covid-19

Consumo consciente

A única certeza que o mundo tem, depois de ser surpreendido por uma pandemia de proporções sem precedentes, é de que nada será como antes. O que Covid-19, moda e rastreabilidade de algodão têm a ver com isso, esteve em pauta hoje (05/05), durante live no Instagram, em um dos mais respeitáveis perfis sobre moda e consumo consciente no Brasil, o Portal Ecoera. Liderado pela fundadora do movimento Ecoera e especialista em sustentabilidade, Chiara Gadaleta, o movimento convidou o diretor-executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Marcio Portocarrero, para falar sobre o pilar da Rastreabilidade, um dos grandes compromissos da entidade. Portocarrero explicou como um trabalho que foi desenvolvido, e vem sendo aprimorado há quase duas décadas, poderá se tornar chave para o início de um posicionamento diferenciado, no atendimento das expectativas da nova mentalidade de consumidor que deve surgir quando as medidas de distanciamento social forem abrandadas. Levando conceitos como "antes e depois da porteira" para um público formado, principalmente, por profissionais da moda e fashionistas, Portocarrero informou que o Brasil já rastreia seu algodão "desde a lavoura até a porta da fábrica". Ele enfatizou a posição do país como grande player global de mercado e maior fornecedor mundial de fibra com certificação de sustentabilidade, através do Programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR) e Better Cotton Initiative (BCI). "A rastreabilidade foi o primeiro grande projeto da Abrapa, há quase 20 anos. Falar em selo de certificação só faz sentido se houver como fazer o caminho de volta e mostrar cada processo. Não basta ser honesto, tem que provar que é", afirmou. Segundo Portocarrero, a indústria que leva a matéria-prima para dentro da sua planta tem o direito de saber como, e se, a garantia é verdadeira. "Hoje, 100% do algodão brasileiro é rastreável. Entregamos, na porta da indústria, condições para o que comprador possa ver quem produziu, onde, em que fazenda, de que região geográfica do país. Se quiser, ele pode enxergar aquela fazenda no Google Maps, saber qual foi a máquina que beneficiou o algodão, o laboratório que analisou a pluma e as características intrínsecas do produto tudo num código de barras que vai junto com o algodão, assim como a garantia de que esse produto foi certificado pelo ABR e licenciado pela BCI", detalhou. O licenciamento feito pela ONG Suíça BCI é o de maior reconhecimento no mundo e é familiar ao público da live. Até chegar ao ponto de rastrear o algodão da lavoura à indústria, todo um trabalho de base foi desenvolvido pela Abrapa e pelas suas dez associações estaduais, disse Marcio. "Não é um selo com um leiaute bonito, que você manda imprimir numa gráfica, na hora que quiser. Tudo tem auditoria, processos e normas", diz. Contudo, segundo Portocarrero, o fato dos demais elos da cadeia ainda não terem um protocolo de rastreabilidade faz com que a informação se perca, assim como a oportunidade de dar ao consumidor final a chance de "mergulhar" na história daquele produto, desde o início do seu ciclo de vida. Conhecer para encantar Transpor a "porteira", ligando a cidade ao campo é uma das possibilidades que a rastreabilidade dá. Chiara Gadaleta relatou que ela mesma é um exemplo de quem, primeiro, teve de conhecer e entender, para acreditar. "O que acho lindo e me fez encantar pelo ABR nasceu ali, numa lavoura, numa fazenda em Goiás, quando vocês me convidaram para ver de perto os processos", afirmou, referindo-se à visita que fez com representantes da Abrapa à fazenda Pamplona, do Grupo SLC Agrícola, em Cristalina/GO, como parte do projeto "Pegada Hídrica". Conduzido pelo Ecoera com a Vicunha Têxtil, o projeto mensurou o uso da água no ciclo de vida de uma calça jeans no Brasil, desde a lavoura ao consumidor final, e contou com a colaboração da Abrapa, com informações sobre a produção da matéria-prima. Gadaleta disse ainda que se tornou uma "militante" do algodão brasileiro à medida em que tomou mais contato com o programa Algodão Brasileiro Responsável. "O ABR tem muito para ensinar para o mercado mundial, não só como uma iniciativa assertiva, mas madura. O consumidor na ponta quer saber de onde veio o algodão. Um selo não é mais suficiente", pondera Chiara Gadaleta. Pensar localmente Uma das conclusões da live, além da necessidade de difundir a rastreabilidade de ponta a ponta da cadeia produtiva, é de que, mais que nunca, será necessário pensar a importância do "local" em lugar dos antigos global e glocal. "Valorizar o produto brasileiro é cuidar das nossas pessoas, do emprego, da arrecadação nacional de impostos. É entender o valor disso tudo e diminuir a dependência exacerbada entre os países", considera Portocarrero. Ele conclamou o público a refletir sobre estratégias de valorização para causa de uma moda "feita no Brasil". A indústria nacional é o nosso maior cliente, e usa 700 mil toneladas de algodão por ano. Se os nossos 220 milhões de consumidores possíveis no país derem preferência aos produtos brasileiros, seria muito bom para o país", analisou. Novas prioridades Tanto o representante da Abrapa quanto a apresentadora da live consideraram que as prioridades mudaram, nos últimos dois meses, com as crises geradas pela pandemia na saúde, na economia e na renda das pessoas. "O grande esforço que a cadeia tem de fazer é para atrair esse consumidor pós Covid-19. Sabemos que, primeiro, ele vai cuidar da saúde e da própria sobrevivência, e, só então, vai lembrar de consumo de bens não tão essenciais. Isso em toda a cadeia. O magazine vai se preocupar muito mais em desovar o estoque que já tem para depois pensar em produzir coisas novas. A indústria vai usar o algodão armazenado para transformar em fio, tecido e roupa, antes de começar a comprar novamente matéria-prima. Mas o mundo não vai acabar e o consumidor vai voltar. Só não será o mesmo", concluiu o diretor da Abrapa. Imprensa AbrapaCatarina Guedes – Assessora de Imprensa(71) 98881-8064

Postado em: 06/05/2020


Reforço na credibilidade

CBRA conquista acreditação pela Coordenação Geral de Acreditação do Inmetro nas análises de comprimento, uniformidade, resistência, micronaire, grau de reflexão e grau de amarelamento.

​O Centro Brasileiro de Referência em Análise de Algodão (CBRA), laboratório central e pilar do programa Standard Brasil HVI (SBRHVI), da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), acaba de receber a acreditação pela Coordenação Geral de Acreditação do Inmetro para seus ensaios (análises) de comprimento, índice de uniformidade, resistência a ruptura, finura (índice micronaire), grau de reflexão e grau de amarelamento, por equipamentos do tipo High Volume Instrument (HVI), segundo os requisitos da norma ABNT NBR ISO/IEC 170252017. A acreditação é mais uma prova, reconhecida pelo mercado internacional, da qualidade brasileira na classificação de algodão. No final de 2018, o CBRA tornou-se um dos 11 laboratórios de fibra no mundo a conquistar a certificação internacional pelo ICA Bremen. Esta instituição é referência global e congrega o Faserinstitut Bremen, o Bremen Fibre Institute (FIBRE) e o Bremer Baumwollboerse (BBB). Embora certificação e acreditação sejam reconhecimento de qualidade e metodologias no cumprimento de normas técnicas, a acreditação se refere a processos mais específicos. A precisão nos resultados de análise de algodão por HVI é a base da credibilidade do produto e do país de origem, e garante harmonia entre as expectativas de quem compra e de quem vende, nas transações comerciais com a pluma. "Isso significa fortalecimento de imagem e valor agregado para o algodão brasileiro, um dos grandes compromissos que norteiam a atuação da Abrapa", diz o presidente da entidade, Milton Garbugio. Os laboratórios que atendem aos cotonicultores também estão se submetendo aos processos de implantação de sistemas de gestão de qualidade, o que, de acordo com o gestor de Qualidade da Abrapa, Edson Mizoguchi, fortalece o programa e a imagem da pluma do Brasil como um todo. "Esse ano, o CBRA ainda terá a auditoria de manutenção da certificação ICA Bremen. Aprimoramento de sistemas e processos são algo que nunca tem fim. Temos orgulho de ser um dos melhores do mundo em classificação de fibra" Sobre o CBRA Trata-se de um moderno e bem equipado laboratório central que parametrizou a classificação no Brasil e está padronizando, checando e rechecando os resultados das análises, e, ano a ano, dando o direcionamento a todos os demais, para que trabalhem em sintonia na aferição de resultados. O CBRA está situado em Brasília, no mesmo prédio da Abrapa e do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA). O centro analisa 0,5% de todas as amostras testadas nos laboratórios participantes, garantindo a padronização dos processos de classificação. Internamente, desenvolve quatro programas Algodão CBRA de Checagem, Algodão de Reteste, Algodão Brasileiro de Verificação Interna e Programa Interlaboratorial Brasileiro LABORATÓRIOS PARTICIPANTES DO PROGRAMA SBRHVI

Postado em: 04/05/2020


Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa com as principais notícias do mundo do algodão

ALGODÃO PELO MUNDO #16

​⬆Algodão em NY - Os rumores da semana passada de compras da China mostraram-se coerentes após a divulgação das vendas externas dos EUA esta semana. As vendas semanais dos americanos foram de surpreendentes 97 mil toneladas, com quase a totalidade para os Chineses. Apesar destas compras a princípio indicarem movimentação de estoques e não aumento de uso da fibra, os contratos de algodão negociados na Bolsa de NY (ICE) tiveram mais uma semana de alta. Os preços da pluma subiram 2,1% esta semana, com alta acumulada de 14,5% no mês de abril.China - Segundo fontes no país asiático, as compras desta semana foram feitas por duas estatais (Chinatex e CNCGC) e não pela Reserva do governo. Praticamente todas as compras Chinesas foram de algodão americano, possivelmente por razões geopolíticas. Importante acompanhar estes movimentos, pois até o mês de Mar/20, o Brasil era líder nas exportações de algodão para o maior importador do mundo. Webinar Abrapa - A Abrapa realizou nesta segunda (27/4) o debate Reflexos do Covid-19 no Mercado Global de Algodão. O evento virtual foi o primeiro do Ciclo de Debates Promoção e Presença do Algodão Brasileiro no Exterior, realizado em parceria com Apex Brasil e Anea. Consumo Global - O palestrante do evento, Marcos Rubin (Agroconsult) destacou que a recessão na economia global causada pela Covid-19 está afetando muito o mercado de algodão. Segundo ele, a demanda global, que estava em patamares de 26 milhões de toneladas no ano comercial de 2018/2019, deve cair para cerca 22,3 milhões de toneladas em 2019/20. "A diferença, cerca de quatro milhões de toneladas, equivale a quase uma safra americana". Área Plantada - Por outro lado, Rubin também destacou que a área plantada global de algodão deve encolher em torno de 12% na safra 2020/21 como resposta aos menores preços. A estimativa é que a área global caia de 33,8 para 29,7 milhões de hectares. O plantio da safra 20/21 está começando nos principais produtores do mundo EUA, China e Índia. Área 20/21 - Milton Garbugio, presidente da Abrapa, manifestou sua preocupação com a tendência do Brasil também reduzir área devido à queda de preços causada pela recessão global. Porém, diante da crise, Garbugio também vê oportunidades. "Acreditamos que haja muito boas perspectivas, mesmo nessa turbulência, e estamos trabalhando nelas. Somos obrigados, agora, a entender não apenas de produzir e vender a fibra. Temos de pensar em termos de geopolítica", concluiu Garbugio.Safra 2019/20 - A Abrapa divulgou a estimativa de produção de algodão na safra 19/20. Segundo a entidade, a produção 19/20 deverá ser ligeiramente (3%) superior à última safra 2,87 milhões de toneladas, em uma área de 1,62 milhões de hectares, com produção de 1.771 kg de pluma por ha. Mato Grosso (69%) e Bahia (21%) seguem como os principais produtores nacionais.Plantio - O USDA divulgou esta semana mais um relatório sobre o progresso do plantio para a safra 2020/21. Já foram plantados 13% da área, um pouco acima da média dos últimos cinco anos 11%. O Texas, maior produtor americano, já plantou 18%. Apesar do USDA considerar que o país plantará a mesma área da última safra, muitas estimativas privadas consideram uma queda na área.Exportações - O Brasil exportou 24 mil toneladas de algodão em pluma na quarta semana de abril. O total exportado em abril/20 até a quarta semana foi de 72,4 mil tons. A ANEA revisou os números previstos de exportação de algodão brasileiro esta safra, de 2,05 milhões, para 1,95 milhões de toneladas. Mesmo com a revisão, este número é de longe o maior da história.Preços - A tabela abaixo ⬇ mostra os últimos movimentos de preços, índices e câmbio que impactam o mercado de algodão.

Postado em: 01/05/2020




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