Sou de Algodão marca presença na ONDM e fala de rastreabilidade e moda responsável

Postada em: 25/11/2021


O Movimento Sou de Algodão, iniciativa da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), marcou presença no evento “O Negócio da Moda (ONDM)”, que reuniu os principais formadores de opinião e profissionais da indústria têxtil e de moda do país, nesta quarta-feira (24/11), em Santa Catarina. Com a apresentação "Sou ABR - Rastreável da semente ao guarda-roupa”, juntou-se a nomes como Alexandre Herchcovitch, Epson, Colcci e WGSN. 
Com palestras nos dias 23, 24 e 25 de novembro, o segundo dia foi dedicado ao público de designers, profissionais de marketing e empreendedores, com inovação e sustentabilidade como temas centrais. 

Por essa razão, Silmara Ferraresi, gestora do Sou de Algodão, começou falando sobre o objetivo da Abrapa, por meio do Movimento, de despertar o senso coletivo em torno da moda responsável e do consumo consciente, além da busca por agregar alto valor ao produto feito a partir da fibra natural, estimular e fomentar o mercado, e valorizar e unir os agentes da cadeia e da indústria têxtil nacional. 
“As peças feitas com o algodão têm uma jornada ambientalmente correta, socialmente justa e economicamente responsável. A nossa fibra é produzida por quem tem a preocupação com o cultivo e a colheita, que cuida do primeiro beneficiamento ainda dentro da fazenda, até entregar à fiação. São muitos meses para concluir todo esse processo, que conta com uma tecnologia apurada e diferenciada”, explica.  

Também foram abordados alguns números sobre o trabalho realizado pelos produtores de algodão brasileiro como, por exemplo, a produção de 2,5 milhões de toneladas, com alta produtividade e responsabilidade, das quais 81% tem certificação socioambiental. Além disso, Silmara apresentou que 92% da produção é plantada em regime de sequeiro, com água da chuva, o que não acontece em outros países que produzem a fibra.  
O destaque da apresentação foi o Programa SouABR, lançado em outubro, que está em fase piloto com os parceiros Reserva (para o público masculino) e Renner (público feminino, em 2022). Essa ideia nasceu a partir de microtendências importantes para o segmento de moda, que foram observadas pelo Movimento Sou de Algodão, como a valorização de produtos nacionais e identidades locais, cobrança de responsabilidade ambiental das empresas, economia circular e consumo consciente. Além disso, pesquisas mostram que a sustentabilidade é cada vez mais adotada em novos negócios, a transparência com o consumidor sobre as peças de roupas e a tecnologia de rastreamento, estão em alta no mundo da moda, e é um caminho sem volta. 

A partir disso, a representante da Abrapa explica que lançar o SouABR vai ao encontro da demanda desses consumidores, cada vez mais preocupados sobre a origem de tudo que consomem. “Nós conseguimos rastrear todo o algodão utilizado pelas marcas. O consumidor pode tirar uma peça da prateleira, usar o QR Code e conhecer a trajetória do algodão (por qual fiação e malharia passou, por exemplo). A certeza que nós temos é de entregar algodão brasileiro responsável, com certificação socioambiental”.  
Esse rastreio é possível graças à tecnologia Blockchain, que funciona como um banco de dados que registra informações em blocos criptográficos, atrelados uns aos outros de forma a impedirem alterações, literalmente como uma rede, uma corrente de blocos. Silmara explica que no setor alimentício, o rastreamento já vem sendo utilizado, mas na moda, o SouABR é uma das primeiras iniciativas do mundo. “Devido a sua arquitetura, a tecnologia entrega confiança ao usuário através da transparência em processos e metodologias atreladas ao consumo”, acrescenta.

Sobre Sou de Algodão
É um movimento único no Brasil que nasceu em 2016 para despertar uma consciência coletiva em torno da moda e do consumo responsável. Para isso, a iniciativa une e valoriza os profissionais da cadeia do algodão, dialogando com o consumidor final com ações, conteúdo e parcerias com marcas e empresas. Outro propósito é informar e democratizar o Algodão Brasileiro Responsável (ABR), que segue rigorosos critérios ambientais, sociais e econômicos, representando 81% de toda a produção mundial de algodão responsável.