Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa com as principais notícias do mundo do algodão

Postada em: 17/07/2020


- Algodão em NY - Os contratos futuros de algodão em NY fecharam os últimos sete dias em baixa.  O contrato dez/20 teve baixa de 2,8%, a 62,54 c/lp.

 

- Altistas - Os principais fundamentos altistas neste momento se referem ao clima nos EUA. As lavouras do Texas e de outras áreas produtoras de algodão estão com temperaturas muito acima das normais e com pouca previsão de chuvas. No último relatório do USDA sobre condições das lavouras de algodão, 41% da safra do Texas foi classificada como "muito ruim" ou "ruim".

 

- Baixistas - O USDA divulgou em seu relatório de oferta e demanda do mês de julho que o consumo global projetado para 20/21 foi estimado em um pouco inferior ao projetado no mês passado. A projeção do consumo total ficou em 24,9 milhões de toneladas, 1,6 milhão de toneladas abaixo da média do consumo das safras 2017/18 e 2018/19.  Entretanto, especula-se no mercado que o número pode ainda ser reduzido, devido à recessão global causada pelo Covid-19.

 

- Baixistas 2 - O órgão americano ainda previu que o consumo global da fibra para este ano comercial (19/20) não passará de 22,3 milhões de toneladas, contra 26,2 milhões do ano anterior (18/19), por conta da pandemia.  As recentes (e significativas) compras de algodão americano pela China estão sendo vistas pelo mercado como compras para composição de estoque, em função dos acordos geopolíticos, não relacionados à demanda.

 

- Índia - No maior produtor de algodão do mundo, os preços domésticos estão 16% abaixo do mercado internacional.  Segundo entidades locais, os fatores que estão colaborando para esta queda são a fraca demanda, o bom andamento do plantio e números errados sobre estoques divulgados pelo USDA, departamento de agricultura dos EUA.

 

- Índia 2 - A grande discussão é sobre os estoques finais de algodão no país Asiático.  Enquanto o USDA estima que eles estão em torno de 4,2 milhões de toneladas, os órgãos e entidades da Índia, dentre elas, a Cotton Corporation of Índia (CCI), alegam que estimativas estão "excessivamente altas".  Segundo a CCI, o número correto de estoques finais está em torno de 1 milhão de toneladas, ou seja, 25% do número do USDA.

 

- China - A China está se tornando a primeira nação importante a reagir aos danos econômicos causados pela Covid-19.  O governo local anunciou um crescimento de 3,2% no PIB do segundo trimestre, versus - 6,8% negativos, no primeiro trimestre, em comparação com os mesmos períodos do ano passado. A produção industrial aumentou 4,8% em junho. No entanto, as vendas de varejo da China, em junho, sofreram uma inesperada queda de 1,8% no mês passado. Isto mostra que a retomada Chinesa ainda não é plena.

 

- China 2 - Os leilões das reservas estatais chinesas (China Reserve) seguem exitosos.  Nesta semana, todos os leiloes venderam 100% das 8.000 toneladas colocadas à venda por dia.

 

- Lavouras - O relatório do USDA de 13/jul indicou que 63% das áreas já estão com algodão emergido, acima da média de cinco anos, de 62%. O índice de formação de maçãs é de 18%, abaixo da média de 5 anos (21%).  O nível de lavouras "regulares", "boas" e "excelentes" caiu de 77% para 74%.

 

- Colheita/Brasil - A Abrapa informou o progresso da colheita da safra 2019/20 de algodão no Brasil até quinta-feira(16). Mato Grosso: 14%; Bahia: 20%; Goiás: 42%; Minas Gerais: 35%; Mato Grosso do Sul: 56%; Maranhão: 28%; Piauí: 43%; São Paulo: 95%; Tocantins: 20% e Paraná: 99%. Média Brasil: 18,3% colhido.

 

- Exportações/Brasil - De acordo com dados do Secex, exportações brasileiras de algodão totalizaram 21,5 mil toneladas na segunda semana de julho. Este é o melhor número semanal desde a primeira semana de maio, quando foram exportadas 30,5 mil toneladas.

 

- Preços - A tabela abaixo ⬇ mostra os últimos movimentos de preços, índices e câmbio que impactam o mercado de algodão.

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