BOLETIM 12º CBA – DIA 29

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Postada em: 30/08/2019

12º Congresso Brasileiro do Algodão surpreende pelo tamanho e inovações

Com, aproximadamente, três mil participantes, quase o dobro do previsto inicialmente pela comissão organizadora, terminou nesta quinta-feira (29/08) o 12º Congresso Brasileiro do Algodão (12º CBA), o maior evento da cotonicultura nacional, realizado este ano no Centro de Convenções de Goiânia/GO, desde a terça-feira (27/08). Um show do cantor goiano Leonardo, ícone do estilo sertanejo no Brasil, quebrou a tradição de evento sem atrações de entretenimento, para celebrar a passagem dos 20 anos da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), realizadora do congresso. A data foi lembrada em diversos momentos ao longo dos três dias, com homenagens a todos os dirigentes que já passaram pelo comando da associação. O 12º CBA contou com o apoio financeiro do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA) e científico da Embrapa, além de 29 empresas patrocinadoras.

Dentre os presentes, estiveram representantes de 21 estados e 12 países, difundindo e adquirindo conhecimentos sobre a pluma, em uma megaestrutura de quase 11 mil metros quadrados de área construída. Inovações no formato e no conteúdo, fizeram parte da estratégia da Abrapa para tornar o 12º CBA ainda mais dinâmico e diversificado, em linha com os novos tempos da produção de algodão, considerada a cultura que é considerada a "vitrine da agricultura do amanhã".

Em seu discurso de encerramento, o presidente da Abrapa, Milton Garbugio, ressaltou a honra que sentiu ao ver o seu mandato coincidindo com o aniversário de duas décadas de existência da Abrapa. "Isso o torna ainda mais especial, e o melhor é que pudemos reunir no mesmo palco todos os líderes que já assumiram o comando da entidade, dispostos e atuantes", enfatizou. Segundo Garbugio, os frutos do congresso retornam para a cotonicultura, "e esta, cada vez mais avançada, exige que, ao pensarmos o conteúdo do evento, estejamos sempre mirando adiante", concluiu.

 

O 12° CBA em números

. 2100 inscritos, quase 3.000 participantes

. 05 workshops

. 24 salas temáticas

. 06 plenárias

. 107 palestrantes

. 175 trabalhos científicos

. 29 patrocinadores que apostaram e acreditaram no evento

. 10 startups

. Representantes de 21 estados e 12 países

. Quase 11.000 m2 de área construída.

. Mais de 1000 pessoas envolvidas na produção e construção do evento.

. 18 meses de planejamento e trabalho de pré-produção

Ciência incentivada

A pesquisa científica, grande pano de fundo do Congresso do Algodão, ganhou ainda mais destaque este ano, estimulada por prêmios atrativos, como viagens para participar de eventos internacionais da cotonicultura, bolsas de estudo no valor de R$10 mil, dentre outros, para estudantes, pesquisadores e professores-orientadores que submeteram seus trabalhos científicos sobre o algodão.

De acordo com o coordenador científico do congresso, Jean Bèlot, o objetivo das comissões Organizadora e Científica do congresso foi incentivar as universidades a direcionar trabalhos de pesquisa para o algodão. "À medida em que passa o tempo, nas diversas edições do congresso, vemos que o algodão perde espaço nas prioridades de pesquisa das universidades brasileiras. Isso nos preocupa e foi a razão de termos proposto à organização que incrementasse os prêmios. Não podemos aceitar que uma cadeia produtiva tão importante quanto o algodão não tenha uma pesquisa de alto nível", argumentou Bèlot, agradecendo aos membros da comissão científica, uma equipe multidisciplinar formada por representantes da Embrapa, consultores, produtores rurais e universidades, Carlos Moresco, Celito Breda, Fábio Echer, Fernando Lamas, Liv Severino, Leandro Zancanaro, Marcio Souza, Odilon Silva, Paulo Degrande.

 

Prêmios e premiados:

Melhor Trabalho Científico – Bolsa de pesquisa no valor de R$10 mil – Isabela Machado de Oliveira Lima.

Melhor Trabalho Pós-Graduação – Participação na Cotton Beltwilde Conference 2020, para Ilca Puertas de Freitas e Silva.

Melhores trabalhos Professores – Orientadores – Bolsa de R$10 mil para orientação de alunos de graduação e de pós-graduação na área de algodão: Tiago Zoz (Universidade do Mato Grosso do Sul) e Fábio Echer (Unoeste).

Categoria:

  •  Fitopatologia e Nematologia, Iuri Dario. (Prêmio: leitor de e-books Kindle)
  • Matologia e Destruição de Soqueira, Igor Guimarães Barbosa. (Prêmio: leitor de e-books Kindle).
  • Colheita, Beneficiamento, Qualidade da Fibra e do Caroço, Felipe Macedo Guimarães. (Prêmio: leitor de e-books Kindle).
  • Socioeconomia, Fábio Francisco de Lima. (Prêmio: tablet)
  • Agricultura digital – Agricultura de Precisão e Inteligência Artificial, Francielle Moreli Ferreira.
  • Produção Vegetal – Fisiologia, Fitotecnia, Nutrição de Plantas e Sistema de Produção, Julio Cesar Bogiani. (Prêmio: tablet)
  • Controle de Pragas – Entomologia e Biotecnologia, Danilo Renato Santiago Santana (Prêmio: Participação em congresso brasileiro na área temática de pesquisa do vencedor)
  • Melhoramento Vegetal e Biotecnologia, Saulo Muiniz Martins. (Prêmio: Participação na World Cotton Research Conference, no Egito, em 2020)

 

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Cotonicultura: onde o futuro chega antes

O clima futurista deu o tom à programação do último dia, que debateu conectividade e o impacto das novas tecnologias que estão sendo rapidamente assimiladas no campo, acarretando transformações nos processos produtivos, relacionamentos e, principalmente, no modo de pensar.

 

 

Conectividade no campo para um agronegócio mais eficiente é tema em destaque no último dia do 12º CBA

Em um evento que tem o futuro como tema central, a conectividade não poderia ficar de fora da pauta de discussões. Por conta disso, o 12º Congresso Brasileiro do Algodão realizou, nesta quinta-feira (29.08), plenária sobre a seguinte questão: "A falta de conectividade é um obstáculo para tornar o agronegócio mais eficiente e inovador?". Participaram do debate o diretor Comercial da Telebras, Hélcio Vieira Junior, o head de Produtos Corporativos & IoT na TIM Brasil, Alexandre Dal Forno, e o CEO da SLC Agrícola, Aurélio Pavinato.

Na sua apresentação, Hélcio Vieira Junior falou sobre o Projeto Internet para Todos, criado pelo Ministério de Ciência Tecnologia e Informação com o objetivo de levar banda larga a regiões e municípios sem acesso ou com acesso precário à Internet. Segundo ele, a Telebras já conta com 32 mil km de fibra ótica instalados, atendendo a 1.524 municípios e a uma população de 130 milhões de pessoas.

"Nossa meta é, a partir do próximo ano, estarmos presentes em 100% do país, com 34 mil km de fibra ótica, para atender a um potencial de 208 milhões de pessoas, em 5.570 municípios", afirmou o diretor Comercial da Telebras. Vieira destacou ainda a utilização de seu satélite Telebras SAT, que cobre todo o território nacional e conta, atualmente, com 9 mil postos no país, e meta de ampliação, em breve, para 50 mil. "Seremos não só a empresa como maior cobertura, como teremos a maior capacidade de atendimento".

Na sequência, o representante da TIM falou sobre a mobilização do grupo para viabilizar internet no campo a um custo mais acessível. "Estamos nesta área há dois anos e percebemos que a necessidade não era só levar a internet das coisas para o campo. O agricultor já atua hoje com muita tecnologia embarcada nas máquinas, o que é preciso é trabalhar os processos digitais. Sem a conectividade, não há agricultura 4.0", destacou. De acordo com o executivo, a TIM lidera a internet 4G nas áreas rurais, marcando presença em 3.300 municípios brasileiros. "É importante ressaltar, no entanto, que, além dos equipamentos e da oferta instalada, é preciso capacitar as pessoas que vão atuar com este modelo de agricultura".

Já o CEO da SLC Agrícola Aurélio Pavinato mostrou os resultados dos investimentos em tecnologia digital promovidos nas 16 fazendas da empresa distribuídas em seis estados brasileiros, nas áreas de planejamento agrícola, manejo das culturas e dados climáticos. Entre os avanços citados pelo executivo, estão melhorias na gestão da frota de máquinas e dos dados metereológicos, na comunicação entre os trabalhadores, na gestão dos dados meteorológicos, no controle do plantio e no levantamento de pragas e doenças, além de uma maior eficiência no processo de pulverização, com economia de até 75% no uso de herbicidas.

Na opinião de Pavinato, as novas tecnologias representam mais do que uma melhoria incremental para o setor. "A agricultura digital está sendo e será uma revolução no manejo das culturas e dos insumos e quem não investir nesta tecnologia estará fora do jogo", alertou o CEO da SLC Agrícola.  Na visão do executivo, a tendência para os próximos anos é de que o avanço tecnológico resulte em queda no preço final dos produtos, globalmente "A nossa margem de lucro virá da nossa eficiência", salientou o executivo, chamando atenção também para o grande potencial de avanço que há para a modernização da gestão agrícola no Brasil. "Na comparação com a indústria, a agricultura está menos desenvolvida no que diz respeito à gestão dos processos produtivos".

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A agricultura do amanhã ainda não chegou e já precisa mudar

De acordo com o futurista Tiago Mattos, os produtores devem estar preparados para tudo porque todas as mudanças que estão acontecendo no mundo impactam o negócio algodão

A agricultura do amanhã se constrói agora, quebrando paradigmas e exigindo do produtor uma visão de negócio ampliada, para além do algodão. O presidente do Grupo Atto, Odílio Balbinotti e o futurista Tiago Mattos, encerraram as plenárias neste último dia do 12º Congresso Brasileiro do Algodão (CBA), mostrando aos mais de dois mil participantes, nesta manhã desta quinta-feira (29), uma abordagem inovadora para a cultura algodoeira no Brasil.

"O sucesso do passado não garante nada no futuro. Hoje não pensamos somente em máquinas e implementos, mas também em processamento, transmissão de dados e armazenamento em nuvens. A agricultura digital chegou e temos que estar preparados para esta realidade", afirma Balbinotti, presidente do Grupo Atto, que está no mercado há 40 anos produzindo sementes em Alto Garças, no Mato Grosso. Segundo ele, a chegada da agricultura digital é fundamental para a manutenção da competitividade e o desenvolvimento de novas tecnologias, capazes de mudar paradigmas na agricultura brasileira.

Balbinotti acredita que o ambiente agro atual já está baseado na informação e se o volume de dados coletados em campo não for gerenciado adequadamente, de nada adiantam tantos avanços tecnológicos. "Até 2020, cerca de 50 bilhões de dados estarão conectados à Internet. Quando chegarmos a 2030 este número será de 1 trilhão", informa o presidente do Grupo Atto, explicando que para colocar esses dados em prática e melhorar substancialmente a produção, cada empresa terá que analisar as informações por meio da gestão do conhecimento, utilizando todas as ferramentas tecnológicas disponíveis. Entre elas, Balbinotti citou a telemetria, os sensores em implementos agrícolas, estações e radares meteorológicos, além da implantação de B.I (Business Intelligence) apropriados para cada fazenda. "As possibilidades são inimagináveis, mas, se não estivermos conectados a tudo isso, ficaremos para trás".

Neste cenário, o futurista Tiago Mattos que falou sobre a "Mudança de era e o pensamento digital". Segundo ele, quem não pensa sobre o futuro só resolve o presente com as ferramentas do passado. "O que está mudando no mundo hoje, em qualquer área, pode impactar no mercado têxtil e, consequentemente, na produção de algodão", avalia o estudioso, que trouxe cases de tecnologias inovadoras capazes de interferir no comportamento do consumidor, desde o pensamento, até a opção de compra do produto.

Para citar alguns exemplos, Mattos apresentou as roupas flexíveis que crescem junto com a pessoa, tecidos vivos e mais duráveis, impressão 3D reciclada e os humanos digitais. "Todas essas tecnologias impactam na nossa vida social e, portanto, na nossa maneira de consumir tudo, inclusive o algodão. Se a gente não olhar para fora do nicho, levamos um tiro sem saber de onde vem".

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WORKSHOPS

Congressistas colocam em prática conhecimentos adquiridos no 12º CBA

A tarde deste último dia do 12º Congresso Brasileiro do Algodão (CBA) foi dedicada à prática. Os congressistas que participaram do workshop "Produtividade e mapeamento de plantas" aprenderam um pouco mais sobre a importância e as formas de mapear adequadamente as lavouras, utilizando tecnologias simples e de fácil acesso.

Eles tiveram acesso a um ambiente virtual no qual responderam a perguntas sobre a fenologia, dentro de um teste elaborado especificamente para a atividade. "Precisamos saber como é e de que forma funciona o algodoeiro para, então, manejar a planta", explica o especialista da Universidade de São Paulo (Usp), Ciro Rosolem, acompanhado por Fábio Echer e Juan Piero Antonio Raphael. "O objetivo da atividade é ensinar como identificar estágios fenológicos das plantas, realizar o mapeamento delas e interpretar esses resultados para executar a decisão do manejo", acrescenta Fábio Echer, que coordenou a parte prática da tarde.

Segundo Juan Piero, com o mapeamento, é possível estabelecer um método prático de caracterização da morfologia e do padrão de florescimento das plantas pelo registro de local das estruturas frutíferas ou vegetativas. "A finalidade é fazer um diagnóstico para a tomada de decisões durante a colheita e a constatação de fenômenos anteriores", completa o especialista, reafirmando que todas as ferramentas disponíveis devem ser exploradas e colocadas em prática sempre.

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12º CBA promove workshop sobre tecnologia e eficiência em pulverização

Entre os destaques do último dia da programação do 12º Congresso Brasileiro do Algodão, que encerra nesta quinta-feira (dia 29), em Goiânia (GO), estão os workshops para tratar de assuntos de grande interesse dos produtores e profissionais ligados à cotonicultura. Um dos mais aguardados abordou o tema Tecnologia e eficiência em pulverização: diferentes técnicas e novos modelos de gerenciamentos. A atividade aconteceu das 14h30 às 18h, com a participação de seis palestrantes, todos especialistas em suas áreas.

O workshop foi coordenado pelo engenheiro agrônomo Marcos Souza, responsável pela área de Projetos e Difusão de Tecnologias do Instituto Mato-Grossense do Algodão (IMAmt). Ele explicou que, durante a atividade, os participantes puderam conhecer mais sobre os sistemas avançados de aplicação de defesa fitossanitária do algodoeiro e novas abordagens para otimização dos recursos e redução de perdas, entre outros assuntos.

Cada palestrante abordou um tema específico. O coordenador Marcos Souza falou sobre Problemas fitopatológicos emergentes. O engenheiro Marcos Vilela, diretor da empresa MVL Defesa Vegetal, discorreu sobre Sistemas avançados de tecnologia de aplicação na defesa fitossanitária do algodoeiro. "É melhor controlar a praga na chegada do que na saída", disse Vilela, destacando que o bicudo e as lagartas são hoje os piores problemas da cultura do algodão. Entre as tecnologias abordadas pelo especialista, está o monitoramento avançado por radar, capaz de informar a intensidade e local de incidência das pragas, permitindo uma aplicação mais precisa e eficiente dos defensivos.

Marco Gandolfo, professor da Universidade Estadual do Norte do Paraná, diretor do Centro de Ciências Agrárias, é especialista na área de Tecnologia de Aplicação de Agroquímicos comandou a apresentação sobre Tecnologia de aplicação para otimização dos recursos e redução das perdas. Por sua vez, o engenheiro agrônomo da Embrapa Meio Ambiente, Aldemir Chaim, falou sobre Avanços e desafios da aplicação eletrostática na cultura do algodão.

Já o palestrante Leandro Costa, coordenador técnico de Agricultura de Precisão do Grupo Bom Futuro, abordou o tema Pulverização aérea e terrestre em grandes áreas do Cerrado: Avanços e Desafios.  Daniel Padrão, CEO da empresa Solinftec, falou sobre Tecnologia e eficiência em pulverização: diferentes técnicas e novos modelos de gerenciamentos.

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Novas aplicações de drones na agricultura são apresentadas durante 12o CBA

Com uma variedade de aplicações que inclui da identificação e localização de plantas invasoras à avaliação da qualidade do manejo, passando pela pulverização e controle biológico, os drones vêm ganhando espaço na paisagem rural, em ritmo acelerado.  Algumas das principais novidades que estão despontando no mercado, nesta área, foram apresentadas durante o workshop Os drones na agricultura, realizado na tarde desta quinta (29.08), último dia da programação do 12º Congresso Brasileiro do Algodão, que reuniu mais de 2 mil pessoas no Centro de Convenções de Goiânia, em Goiás.

"O drone tem hoje um mercado global em franca expansão e que cresce vertiginosamente", anunciou, na abertura do workshop, o engenheiro elétrico Lucio de Castro Jorge, da Embrapa Instrumentação. De acordo com o pesquisador, a perspectiva é de que, até 2020, o mercado global de drones e geolocalização atinja a marca de US$ 127 bilhões – US$ 2 bilhões dos quais só no Brasil.  Mais de 20% deste faturamento é obtido com as aplicações na agricultura. Ainda segundo ele, a cadeia produtiva do setor, que inclui equipamentos e prestação de serviços – já emprega 100 mil profissionais no Brasil. 

Na sequência da abertura do workshop realizado no formato de um bate-papo descontraído entre os pesquisadores, o coordenador da rede de Agricultura de Precisão da Embrapa Ricardo Yassushi Inamasu proporcionou uma visão do impacto dos drones no contexto mais amplo dos avanços da chamada agricultura 4.0. "Ao contrário do que acontece com a indústria, a agricultura depende de uma série de fatores naturais para obter produtividade, então a principal oportunidade que estas tecnologias nos oferecem é de chegar até os dados para fazer as escolhas corretas no tempo certo", resumiu Inamasu.

De acordo com os pesquisadores, os principais avanços na área atualmente não dizem respeito à qualidade ou a capacidade de voar dos veículos aéreos não tripulados, fabricados no Brasil e exterior em uma variedade de modelos e tamanhos, mas em tecnologias como, por exemplo,  as dos sensores, que permitem aos drones não só capturar imagens em altíssima definição como monitorar a temperatura das plantas, possibilitado até, em alguns casos,  identificar alterações metabólicas e químicas para a detecção precoce da infestação por pragas.

O workshop Os drones na agricultura contou ainda com a participação dos professores Murilo Maeda, especialista em algodão da Texas A&M AgriLife Extension, e Manuel Ferreira, coordenador do PRO-VANT, Núcleo de Pesquisas e Capacitação com Veículos Aéreos Não Tripulados da Universidade Federal de Goiás (UFG).

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Workshop busca soluções para desafios da cotonicultura

O workshop Construindo Soluções Inovadoras para os Desafios Diários da Cotonicultura reuniu dezenas de participantes em um encontro em que a construção das respostas aos obstáculos do campo se deu de forma coletiva. A abertura foi feita pelo coordenador científico do 12º CBA, Jean Bèlot, que trabalhou de maneira a proporcionar a interação entre todos os participantes. "Queremos usar o conhecimento de vocês para saber do que precisam. Desse feedback sairão ideias que poderão ser concretizadas", diz.

Tatiana Espíndola é facilitadora e moderadora de planejamento e conduziu o trabalho. "Onde há mais de três pessoas decididas a pensar juntos, eu entro para ajudar", explica. O trabalho do workshop se fundamenta no diálogo e na co-criação como forma de atingir os objetivos. Os participantes foram divididos em grupos, nos quais participaram produtores, pesquisadores, técnicos, estudantes e empresários. Estes grupos trabalharam quatro temas: a); Quais os desafios e soluções inovadoras para encaixar o cultivo do algodoeiro na fazenda?; b) Quais os desafios e soluções inovadoras para resolver o operacional no dia a dia do manejo do algodoeiro?; c) Quais os desafios e soluções inovadoras para assegurar uma produção sustentável do algodão na fazenda?; d) Quais os desafios e soluções inovadoras para organizar colheita e beneficiamento para produzir uma fibra de qualidade? A primeira etapa ocorreu com um debate dentro do próprio grupo, no qual cada um apontou os desafios e buscou as soluções. A segunda etapa foi de compartilhamento dos resultados com os demais grupos.

Brainstorm

As equipes foram auxiliadas pelo professor Fernando Lamas, juntamente com Paulo de Grande, Liv Severino e o presidente da Agopa, Carlos Alberto Moresco, que atuaram como orientadores do brainstorm que ocorreu em cada grupo.

Ao fim da dinâmica, as principais ideias detectadas foram  sobre antecipar os custos e a previsão de mercado, em um intervalo de tempo maior; definir o que será terceirizado e o que será feito com maquinário e pessoal próprios; antecipar contratos com prestadores de serviços; conhecer melhor os ambientes de cultivo; rotação de princípios ativos e uso preventivo de fungicidas; associar controle químico e biológico; manejo coletivo para combate ao bicudo, maior fiscalização e respeito ao vazio sanitário; oferecer oportunidade e capacitar jovens trabalhadores; além de reconhecer e valorizar o trabalhador.

Para Carlos Alberto Moresco, o importante é levar o conhecimento gerado no workshop para as equipes nas fazendas. "Temos de compartilhar o que construímos no encontro com nossos colegas de trabalho. Não podemos determinar o preço internacional, mas podemos trabalhar para reduzir os custos de produção", aponta. Para a agrônoma Karen Bianchi, essa troca de informações e experiências cria um contexto em que todos aprendem algo. "É um formato dinâmico e muito produtivo", ressalta.

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Diversificação de culturas pode melhorar cultivo do algodão

Como a diversificação de culturas pode melhorar os sistemas de cultivo? Esse foi o questionamento feito durante um dos seis workshops da tarde desta quinta-feira (29), no 12º Congresso Brasileiro do Algodão (CBA). Participaram desta atividade os especialistas Alexandre Cunha de Barcellos Ferreira, Fábio Lima de Almeida Melo, Rafael Betiatto, Táimon Semler, Valmor dos Santos e Wanderley Oishi.

Na primeira parte do Workshop, as discussões giraram em torno dos desafios técnicos típicos das lavouras como a compactação do solo, presença de pragas, qualidade de sementes e regulação de maquinário. "A grande questão é que o produtor só toma a decisão quando já está afogado nos problemas. Agir no momento certo faz toda a diferença", alerta Alexandre Ferreira, pesquisador da Embrapa Algodão. Segundo ele, como alguns resultados de intervenções demoram de dois a três anos para serem percebidos, a qualidade fitossanitária acaba sendo postergada.

Ainda assim, os especialistas acreditam que é importante diversificar os sistemas de cultivo, promovendo a rotação entre soja, milho e algodão, incluindo também a integração com a pecuária. "O que os produtores precisam entender é que há espaço para maior crescimento com a diversificação e os retornos financeiros comprovam isso nas fazendas que já trabalham dessa forma, apesar dessa ferramenta exigir mais investimentos com a busca de tecnologia e inovação", finaliza.

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29.08.2019

Imprensa Abrapa

Catarina Guedes – Assessora de Imprensa

(71) 9 8881-8064