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Abrapa

 Palavra do Presidente

JÚLIO CÉZAR

Júlio Cézar Busato,

Presidente da Abrapa,
Associação Brasileira dos Produtores de Algodão.


Tempo de desafios e oportunidades


A pandemia de Covid-19 teve reflexos avassaladores sobre a economia mundial e impôs inúmeros desafios aos diferentes setores. Apesar do cenário adverso, a cotonicultura brasileira registrou recordes históricos de produção e exportação em 2020. E nossas metas, que já eram ambiciosas, ficaram ainda maiores.

 

Queremos, até 2030, ser o maior exportador mundial de algodão e, para isso, precisamos colher mais, incrementar a nossa já altíssima produtividade e evidenciar os grandes diferenciais do nosso produto. Com esse objetivo, definimos cinco frentes prioritárias de trabalho para o biênio 2021/2022: qualidade, rastreabilidade, sustentabilidade, promoção e relações institucionais.

 

No pilar de qualidade, pretendemos dar um passo à frente com a criação de uma certificação para o algodão brasileiro, em parceria com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Mapa.  Por meio de um programa de autocontrole, o certificado atestará a rastreabilidade e a qualidade da fibra produzida no País.

 

Na área de rastreabilidade, daremos continuidade a programas estratégicos como o Sistema Abrapa de Identificação (SAI), o Standard Brasil HVI (SBRHVI) e o Algodão Brasileiro Responsável (ABR)Graças a essas iniciativas, nos tornamos o segundo exportador mundial de algodão e o maior fornecedor mundial de pluma licenciada pela Better Cotton Initiative (BCI). Entre as inovações pretendidas estão a implantação do sistema de RFID, mais avançado tecnologicamente; a implantação de um sistema de TI para o programa ABR de Unidades de Beneficiamento de Algodão (ABR-UBA) já integrado aos demais sistemas; e a entrega do aplicativo de rastreabilidade do algodão brasileiro para amplo uso dos clientes nos mercados interno e externo.

 

Para reforçar e dar visibilidade à sustentabilidade do algodão brasileiro, vamos converter dados sociais, ambientais, econômicos e de boas práticas agrícolas em indicadores de inteligência que possam ser traduzidos numa comunicação ainda mais eficiente com a indústria têxtil, o consumidor final e a sociedade.  Também devemos incentivar as unidades de beneficiamento a aderirem ao programa ABR-UBA e estreitar o relacionamento político e comercial com a BCI, em função da capilaridade que a iniciativa possui no mercado externo e do diferencial que o licenciamento Better Cotton traz para o algodão brasileiro no âmbito do programa Cotton Brazil.

 

Em paralelo, atualizaremos as listas de verificação e certificação do programa ABR a partir do novo benchmarking com os princípios e critérios da BCI para médias e grandes fazendas e do novo contexto legal da NR 31, incluindo melhorias nos pilares ambiental e boas práticas agrícolas para implementação na safra 2021/22.

 

Outra frente prioritária para a Abrapa é a promoção do nosso algodão no Brasil e no exterior.  Por meio da iniciativa Cotton Brazil, atuaremos para intensificar a presença do algodão brasileiro no mercado externo, principalmente junto à indústria têxtil asiática. Com apoio do nosso recém instalado escritório em Singapura, fomentaremos negócios em 9 países: Índia, China, Paquistão, Turquia, Coreia do Sul, Bangladesh, Indonésia, Vietnã e Tailândia. Também promoveremos novas missões compradores vendedores, entre outras ações.

 

No mercado interno, vamos fortalecer o Movimento Sou de Algodão, que já conta com centenas de marcas parceiras e abriu um inédito canal de diálogo com o consumidor final, atuando no despertar de uma consciência coletiva em torno da moda e do consumo responsável.  Entre as novidades previstas, está o lançamento da plataforma Sou de Algodão Brasileiro Responsável, um projeto-piloto com duas grandes marcas de varejo do Brasil, para rastreabilidade completa da cadeia de fornecedores e do algodão certificado ABR, da fazenda à prateleira. 

 

Por fim, atuaremos no sentido de fortalecer as relações da Abrapa com seus stakeholders. Entendemos que manter laços estreitos de colaboração com órgãos governamentais de esfera federal, em especial o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e o Ministério das Relações Exteriores, é fundamental para o sucesso da cotonicultura brasileira. Da mesma forma, devemos estreitar relações com ApexBrasil, Frente Parlamentar Agropecuária (FPA), Confederação Nacional da Agricultura (CNA), Instituto Pensar Agropecuária (IPA) e entidades como Bolsa Brasileira de Mercadorias (BBM), Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) e Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), que possuem pontos de interesse em comum com os produtores brasileiros.

 

Nos próximos dois anos, estaremos cada vez mais próximos do produtor de algodão. Nossa proposta é ainda mais união, associativismo e engajamento, por meio das associações estaduais sob a coordenação da Abrapa. Queremos produzir mais, ser os maiores e os melhores do mercado de pluma.  Isso é bom para a cotonicultura e é bom para o Brasil.

 

 

Júlio Cézar Busato,

Presidente da Abrapa,

Biênio 2021/2022.


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