Algodão: sustentabilidade e rentabilidade

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Postada em: 19/05/2016

As estimativas para a produção global de algodão podem ser animadoras ou preocupantes, dependendo do viés usado na análise. O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) estimou a produção brasileira na safra 2015/2016 em 6,50 milhões de fardos, mas esse número pode cair 1,54% na safra seguinte, de acordo com o órgão americano.

Para reverter esse cenário e incentivar o uso da fibra de algodão, a cadeia produtiva tem analisado os desafios que envolvem todos os elos: indústria, agricultores, traders, setor têxtil e consumidores A Bayer, como empresa líder no setor de sementes de algodão, convidou para o debate nomes de peso da cotonicultura brasileira, incluindo Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão), Anea (Associação Nacional dos Exportadores de Algodão), Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil) e BBM (Bolsa Brasileira de Mercadorias).

A pauta deste encontro, que ocorreu no último dia 11 de maio de 2016, é composta por itens importantes, incluindo rentabilidade do produtor, qualidade da fibra e desafios na exportação. “Para cada gargalo, nós buscamos uma solução e isso só é possível se pensarmos juntos, envolvendo todos os elos da cadeia produtiva”, adianta Fernando Prudente, diretor de Marketing de Algodão e Culturas Extensivas da Bayer.

Da lista de desafios do setor, foram debatidos alguns pilares como variedades e manejo da lavoura. Foram apresentados também,​ dados científicos sobre as variedades disponíveis no mercado e informações que podem ajudar o agricultor a produzir mais e melhor. Ainda no encontro, para falar de plantio e colheita, as empresas John Deere, Lummus e Busa representaram o setor de máquinas e implementos. Foram apresentados caminhos para aumentar a produtividade a partir de inovações tecnológicas, especialmente na hora da colheita do algodão.

Programa Standard Brasil HVI Das prioridades do setor, está o desafio de padronizar e centralizar os resultados de HVI (High Volume Instrument). Na visão do presidente da Abrapa, João Carlos Jacobsen, uma das próximas grandes viradas de chave para a cotonicultura ocorrerá com a criação do Laboratório Central de Referência (LCR) e a implementação do software de gestão do programa Standard Brasil HVI. Localizado próximo a Brasília (DF), o laboratório deverá estar pronto em setembro para começar a funcionar oficialmente na safra 2016/2017. Ali serão conferidas as análises de até 2% dos testes de HVIs feitos por outros laboratórios brasileiros, o que deve aumentar o controle da qualidade da fibra. “Os dados gerais da qualidade serão oferecidos pela Abrapa, mas o produtor receberá uma análise completa individual sobre seus lotes”, explica Jacobsen. O projeto deverá reduzir gargalos que ainda existem na hora de analisar a qualidade da fibra.

Para concluir o encontro, a SLC Agrícola apresentou resultados obtidos a partir de técnicas de manejo em formação de lotes. A empresa é a maior produtora de algodão do País, com lavouras no Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Maranhão e Bahia.