Identificação padronizada
Pelo sistema, o fardo sai identificado da algodoeira ou usina que o beneficiou, por meio de uma etiqueta padronizada, disponibilizada em 3 versões:
a) adesiva (produzida em BOPP), para aplicação direta ao fardo
b) em polietileno, para costura ao fardo
c) em polietileno com ilhós, para amarração ao fardo

A etiqueta contém um código de barras de acordo com as normas ISO 15416, que atende atributos como contraste, defeitos e decodabilidade, e as normas GS1. As normas GS1 atendem parâmetros de leitura do código, parâmetros dimensionais, de localização e posicionamento, e ainda parâmetros de aplicação referentes ao negócio.
A etiqueta contém também cupons destacáveis para o envio de amostras aos laboratórios, e outros usos como emblocamento e expedição. O cupom que segue para o laboratório pode ser manuseado por leitura ótica da barra, dispensando revisões por erros de digitação do código, garantindo a segurança e a agilidade do processo. A etiqueta apresenta ainda uma importante vantagem, ao substituir com qualidade e clareza as anotações por outros processos no fardo, como por exemplo, pelo uso de pincel atômico. Este processo rudimentar pode contaminar o algodão com tinta.
O formato aprovado para 2011 especifica os componentes mínimos de qualidade que são necessários para a identificação e comercialização do fardo. A maioria das algodoeiras já possui programas computadorizados para, uma vez informado o número, fornecer todas as características adicionais como peso, nome da usina, produtor e dados da classificação.
A produção das etiquetas é feita exclusivamente por gráficas credenciadas pela Abrapa, com base numa seleção e credenciamento anual. Estas possuem a responsabilidade de imprimir apenas 1 (uma) vez cada etiqueta gerada pelo SAI, sendo vedada a reimpressão, a não ser mediante autorização escrita da Abrapa.