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Quem somos:
A força do nosso algodão
nasce da força da nossa Associação
Criação
da Abrapa, em 07 de abril de 1999

A
Associação Brasileira dos Produtores de Algodão,
Abrapa, foi criada em 1999, tendo como propósitos garantir
e incrementar a rentabilidade do setor, por meio da união
e organização dos agentes, buscar a sustentabilidade
estratégica, atuando política, social e economicamente
junto aos setores públicos e privados, sendo a fomentadora
da melhoria da produção com responsabilidade
social e ambiental. Dessa forma, tem a intenção
de tornar a cotonicultura brasileira cada vez mais competitiva
e reconhecida pela sua qualidade, tanto no cenário
nacional quanto internacional.
Cumprindo
este papel, hoje, a Abrapa conta com mais de 1600 associados,
que, juntos, representam 96% de toda a área, 99% da
produção e 100% da exportação
de algodão no Brasil.
Por
isso, a Associação é reconhecida pela
cadeia produtiva e pelo Governo Federal como a representante
legítima dos produtores de todo o Brasil, especialmente
por atuar em parceria com as associadas estaduais. São
organizações como a Abapa (Bahia),
a Acopar (Paraná), a Agopa
(Goiás), a Amapa (Maranhão),
a Amipa (Minas Gerais), a Ampa
(Mato Grosso), a Ampasul (Mato Grosso do
Sul), a Apipa (Piauí) e a Appa
(São Paulo), que dividem os mesmos princípios
éticos da Abrapa e colocam a Associação
cada vez mais perto do produtor.
Dez anos de ganhos em qualidade e crescimento da produção

A
partir dos anos 90, cotonicultura nacional passou por uma
forte reestruturação. Primeiro, houve o deslocamento
da produção das regiões Sul e Sudeste
para áreas no Centro-Oeste e oeste baiano. A seguir,
foi desenvolvida uma verdadeira reformulação
dos processos de produção, beneficiamento e
comercialização, baseada na organização
da classe, na pesquisa, e na parceria com os setores público
e privado.
O
empreendedorismo e profissionalização dos produtores,
organizados em associações estaduais e na Abrapa,
aliados a parcerias com os Fundos Estaduais de Incentivo à
Cultura do Algodão, às fundações
de Pesquisa, à Embrapa e às consultorias privadas
impulsionaram fortemente a cotonicultura. Esse intenso trabalho
fez os números do algodão brasileiro surpreenderem
o mundo. A produtividade da lavoura cresceu 90% nos últimos
12 anos, passando de 750 kg/ha para 1.487 kg/ha, uma das mais
altas do mundo. A área plantada duplicou, chegando
a 1,07 milhão de hectares, na última safra;
e a produção total triplicou, alcançando
um volume de pluma superior a 1,6 milhão de toneladas.
Com
a auto-suficiência na produção de algodão
alcançada em 2001, a Abrapa assumiu a missão
de divulgar o algodão brasileiro no mercado externo.
Eventos internacionais como as Plenárias do International
Cotton Advisory Committee (Icac), as Conferências
Anuais do International Textile Manufacturers Federation
(ITMF), Jantar Anual da International Cotton Association
(ICA) e seminários em países com tradição
na produção de algodão passaram a fazer
parte do calendário dos produtores brasileiros. Em
contrapartida, trouxemos ao Brasil comerciantes e industriais
têxteis do mundo inteiro, com objetivo de apresentar
nossos processos de produção e a qualidade da
nossa pluma. O trabalho ainda continua, e hoje, já
figuramos como o 4º maior exportador mundial de pluma,
tendo como clientes os mercados consumidores mais exigentes
do mundo.
As vitórias da atuação da Abrapa
para a cotonicultura nacional
Ao
longo dos últimos 10 anos, a Abrapa trouxe grandes
contribuições para o setor algodoeiro.
Padronização e Qualidade
- O algodão brasileiro passou a ser cotado no índice
A – Cotton Outlook e a classificação passou
a ser feita de acordo com os padrões internacionais,
via instrumento HVI. Hoje, a maior parte dos laboratórios
de HVI do Brasil participa do Round Test promovido pelo Icac.
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Rastreabilidade -
implantação do Sistema Abrapa de Identificação
(SAI). Sistema de código de barras para identificação
do fardo e rastreabilidade da sua origem. |
Comercialização
- O setor, nas últimas safras, apesar de ter alcançado
colheitas recordes, enfrentou sérios problemas com
a desvalorização do dólar em relação
ao real e recentemente, com a falta de crédito. A rentabilidade
vem sendo comprometida e a garantia do preço mínimo,
por parte do Governo Federal, se fez fundamental. Reconhecendo
as necessidades e a justa reivindicação do setor,
o governo, desde 2005, criou o Programa de Equalização
Pago ao Produtor Rural (Pepro).
Biotecnologia - Outro ponto
de atuação da Abrapa é garantir ao cotonicultor
o acesso a novas tecnologias e possibilidade de manter igualdade
com seus principais competidores internacionais. O atraso
do Brasil, na adoção de organismos geneticamente
modificados (OGM’s) já chegou a uma década.
Desde a aprovação da lei de biossegurança,
em 2005, a Associação luta pela liberação
comercial de novos eventos. Foi ponto importante desta luta
a mobilização dos produtores para alterar o
quórum da CTNBio, para aprovação comercial
de OGM’s. Com o quórum alterado, as aprovações
passaram a ocorrer com maior celeridade e durante a Audiência
Pública do Algodão, realizada em agosto de 2007,
a Abrapa reuniu mais de 500 pequenos, médios e grandes
produtores para demonstrar à sociedade quão
importante os novos eventos são para o produtor se
manter competitivo, conseqüentemente em atividade. O
resultado destas ações foi a aprovação
de 3 novos eventos, no último ano.
Audiência Pública
do Algodão, Agosto de 2007

Atuação institucional
- A Abrapa conquistou interlocução junto aos
mais importantes comitês e entidades nacionais e internacionais
do setor. Entre eles, está o Conselho Superior do Agronegócio
(Cosag)/Fiesp, o Fórum de Competitividade da Cadeia
Têxtil/ MDIC, o Comitê do Algodão da Abit,
a Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão
e seus Derivados/MAPA, a Câmara Temática de Negociações
Agrícolas Internacionais/MAPA, engajamento na Better
Cotton Initiative, no Comitê Assessor Externo (CAE)
da Embrapa Algodão (CNPA) entre outros.
Luta contra os subsídios
- Merece destaque também a atuação da
Abrapa, em parceria com o governo federal, na batalha travada
contra os subsídios concedidos pelo governo americano
aos produtores dos EUA na Organização Mundial
do Comércio (OMC). O Brasil venceu todas as instâncias
do contencioso, desde 2004. Atualmente, a Abrapa e o Governo
brasileiro aguardam a posição oficial e final
da OMC para mensurar os benefícios que a decisão
trará aos produtores brasileiros.
Abrapa. Pronta para os próximos
10 anos.
Hoje,
vivemos um momento muito importante para o setor algodoeiro,
pois todos começam a colher os frutos do bom trabalho
realizado nos últimos 10 anos. Esse momento é
resultado de esforços de vários segmentos da
cadeia, mas principalmente, da organização e
da união dos produtores de algodão de todo o
país. Com a credibilidade conquistada internacionalmente,
o algodão brasileiro ganhou novo papel no agronegócio
mundial. Novos e maiores desafios se anunciam. A Abrapa mantém-se
empenhada em construir um cenário favorável
no qual o crescimento da cotonicultura se dê de forma
sustentável, onde a colheita signifique renda efetiva
para todos os envolvidos no processo. Para isto, apostamos
nos projetos:
SUSTENTABILIDADE
*Projeto
Abrapa de Controle do Bicudo: lançar diretrizes
de atuação nacional para que todos os estados
possam agir de forma convergente no combate à praga.
*Programa Socioambiental da Produção
de Algodão (PSOAL): fornecer orientação
a todos os cotonicultores em relação à
legislação trabalhista e ambiental vigente no
país.
*Better Cotton Initiative: engajamento em
iniciativa internacional pela produção de um
“algodão melhor”, social e ambientalmente
responsável.
MARKETING
*Promoção do Algodão Brasileiro
no Mercado Interno e Externo: participar de eventos
nacionais e internacionais para a promoção da
pluma produzida no Brasil junto a traders e indutriais e,
com a comemoração dos 10 anos, incentivar o
consumo de algodão produzido no Brasil junto ao consumidor
final do nosso país.
COMUNICAÇÃO
*Gerenciamento de Informações e Banco
de Dados: manter na Associação uma
fonte segura de dados sobre o algodão brasileiro, com
aprimoramento do banco de dados e melhor comunicação,
por meio do site e informativo mensal, com a sociedade e os
associados.
*Reformulação do Sistema Abrapa de Identificação
(SAI): ampliar as funções do sistema.
Além de identificar a origem, o objetivo, agora, é
fornecer também informações ligadas à
qualidade.
*Manual Abrapa de Exportação:
orientar os cotonicultores brasileiros em relação
às ações adequadas para exportar a pluma.
ÉTICA
Conselho de Ética do Ética:
manter a credibilidade que o Brasil conquistou junto aos compradores
internacionais e nacionais. A Abrapa é parte de uma
iniciativa pioneira que reúne Associação
Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção
(Abit), a Associação Nacional dos Exportadores
de Algodão (Anea) e a Bolsa Brasileira de Mercadorias
(BBM)/Junta de Corretores, a fim de mediar situações
de conflitos entre produtores e compradores.
A experiência e maturidade adquiridas ao longo de nossa
trajetória levam-nos a afirmar que a Abrapa está
pronta para os próximos 10 anos. Pronta para construir,
num futuro bem próximo, uma realidade muito melhor
para a cotonicultura brasileira!
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