Palestra conscientiza cotonicultores sobre importância do BCI

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Postada em: 25/11/2011
A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e a Better Cotton Initiative (BCI) em conjunto com a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) promoveram na quarta-feira, 24 de novembro, a reunião de mobilização e conscientização do programa BCI, na cidade de Luís Eduardo Magalhães (BA). O evento aconteceu no auditório da Fundação Bahia.
 
A palestra de conscientização é o primeiro requisito para o produtor que deseja aderir ao programa. Em seguida é feita uma auto-avaliação da propriedade para entender sua situação inicial. “No primeiro ano o produtor deve cumprir com os critérios mínimos e nos seguintes escolher os requisitos de progresso. A cada três anos, ele define novos desafios, até cumprir com todos os requisitos do programa”, explica Andrea Arágon, Coordenadora Regional da BCI no país. “A BCI é uma forma de reconhecimento dos esforços do produtor brasileiro, requerendo deles, somente um pouco mais de dedicação”, completa.

Organização sem fins lucrativos, a BCI reúne produtores, beneficiadores, tecelagens, comerciantes, fabricantes, varejistas e organizações da sociedade civil em uma parceria global cujo objetivo é transformar a produção de algodão e garantir o futuro próspero para o setor. A ideia é propor o cultivo sustentável da cotonicultura, seja para pequenos ou grandes produtores. Entre os objetivos estão a promoção de sustentabilidade, através do estímulo de Boas Práticas Agrícolas (BPA´s), relações justas de trabalho, melhoria do impacto ambiental e da saúde do solo, avanço na qualidade da fibra, transparência e rastreabilidade ao longo da cadeia de fornecimento do algodão.

Na reunião realizada em Luís Eduardo, participaram produtores interessados em aderir ao programa e outros, como Daniel Franciosi e Franklin Akira que produzem algodão Better Cotton em suas propriedades desde a última safra. Na abertura do encontro, o vice-presidente da Abapa, Celito Misso defendeu a importância da adesão ao BCI entre os produtores de algodão da região. “Temos de crescer com equilíbrio, seja em área, produtividade, rentabilidade e sustentabilidade. À medida que são adotadas novas práticas e o produtor adere ao BCI e a outros programas como o PSOAL, ele cria um patrimônio cultural para sua propriedade, com uma equipe treinada e apta a manter sua produção totalmente sustentável”, comentou.

Lucy Frota, Coordenadora dos Projetos de Sustentabilidade da Abrapa ressalta a importância do cumprimento dos critérios mínimos estabelecidos para que seja concedida, ao algodão produzido na propriedade, a licença de comercialização de algodão BC. “A demanda por algodão BC hoje em dia está imensa. Um dos fatores que favorece esta demanda é o fardo com certificação BC possuir visibilidade internacional”, complementa. Antes da reunião em Luís Eduardo, o grupo de conscientização sobre a BCI também passou por Guanambi (BA), Catuti (MG), Cuiabá (MT), Chapadão do Sul (MS)Sidrolândia (MS).

Com informações da Asssessoria de Imprensa da Abapa​