Commodities Agrícolas

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Postada em: 17/02/2012
Demanda firme - O aumento da demanda de países importadores por algodão produzido nos Estados Unidos garantiu a valorização do produto ontem em Nova York, informou a agência Dow Jones Newswires. Estatísticas do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) mostraram que a demanda está mais aquecida, apesar de alguns cancelamentos de compras por parte de importadores de Bangladesh. Esses cancelamentos limitaram a valorização. Os contratos com vencimento em maio subiram 23 pontos, para 93,71 centavos de dólar. Nas principais praças de Mato Grosso, a arroba da pluma foi negociada entre R$ 52,40 e R$ 53,50, de acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), ligado à federação dos produtores do Estado (Famato).

Pressão do clima - Os futuros de soja negociados na bolsa de Chicago reverteram a alta dos últimos dias e fecharam em queda ontem. Os papéis para maio recuaram 3,75 centavos de dólar, a US$ 12,65 o bushel. O preço do grão avançou 4,7% neste ano diante da preocupação com o clima na América do Sul, segundo analistas consultados pela Bloomberg. O que pressionou o mercado no último pregão foi a previsão de chuva para algumas áreas produtoras do Brasil a partir do dia 20 de fevereiro. Além disso, exportadores americanos do grão venderam 6,6% menos na semana encerrada em 9 de fevereiro ante a semana anterior, informou o USDA. O número foi menor que o esperado e ajudou a pressionar as cotações. O indicador Cepea/Esalq fechou em alta de 1%, a R$ 50,68 a saca de 60 quilos.

Embarques maiores - Os sinais de maior demanda pelo milho produzido nos EUA, maior exportador mundial da commodity, motivaram a alta do grão em Chicago. Ontem, os contratos futuros com vencimento em maio encerraram o pregão a US$ 6,3975 por bushel, valorização de 8,75 centavos de dólar. Com a alta, os futuros da commodity se recuperaram de uma mínima em três semanas. Na semana passada, os EUA enviaram 1,07 milhão de toneladas de milho ao exterior, o maior volume exportado desde outubro, de acordo com dados divulgados pelo USDA. "As exportações estão consideravelmente melhor", afirmou à agência Bloomberg, Jason Britt, da corretora Central States Commodities. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para o milho recuou 0,82%, a R$ 27,70 a saca.

De carona no milho - Os futuros de trigo fecharam em alta nas bolsas americanas ontem, acompanhando a valorização do milho. Os contratos para maio em Chicago encerraram o dia a US$ 6,3525 o bushel, em alta de 1,25 centavo. Em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, o mesmo vencimento fechou a US$ 6,91 o bushel, alta de 13,50 centavos. Especialistas ouvidos pela agência Dow Jones Newswires explicaram que, além de ter sido puxado pelo milho, o trigo também subiu diante de dados positivos sobre as exportações americanas e de notícias de que produtores de regiões importantes dos Estados Unidos podem não cultivar toda a área esperada na primavera. No Paraná, o preço médio do cereal registrou alta de 0,04%, a R$ 23,43 por saca, apurou o Deral/Seab.

Fonte: Valor Econômico