Mobilização do SBRHVI chega a Minas Gerais

Compartilhar
Share on emailMande esta matéria por e-mailShare on printImprimir
Postada em: 18/06/2018

​ 

Depois de Mato Grosso do Sul e Bahia, foi a vez de Minas Gerais receber a Abrapa, em uma mobilização de produtores para o programa Standard Brasil HVI (SBRHVI), cujo foco é a qualidade na classificação instrumental de algodão, através da padronização dos processos e da transparência no acesso a dados fidedignos de análise. O encontro com os produtores ocorreu na quinta-feira (14/06), no auditório da Associação Mineira dos Produtores de Algodão (Amipa), onde o gestor de Qualidade da Abrapa, Edson Mizoguchi, apresentou um panorama do SBRHVI e esclareceu as dúvidas levantadas pelos cotonicultores presentes. A agenda da mobilização incluiu uma visita ao Minas Cotton, o laboratório de análise de algodão da Amipa, para a aplicação da lista de Verificação e Diagnóstico de Conformidade do Laboratório (VDCL).

“Tivemos um público muito interessado, e a expectativa é de grande adesão em Minas Gerais”, afirmou Mizoguchi. O encontro foi aberto pelo diretor executivo da Amipa, Lício Pena, que também espera o engajamento em massa dos produtores mineiros ao programa. Segundo Pena explicou, o Minas Cotton já havia aderido à iniciativa. “Essa mobilização é muito importante para os cotonicultores, pois eles passam a compreender a logística do SBRHVI, especialmente, do sistema. Agora, sabendo melhor como funciona, é começar a trabalhar”, disse o executivo.

Para o gerente do laboratório, Anicézio Resende, a oportunidade de tirar dúvidas dos produtores e de checar os itens de conformidade, com a aplicação da lista de VDCL, tornou a mobilização muito eficaz. “Sempre existe um ou outro produtor com alguma resistência; com receio de divulgar seus dados. Mas, aqui em Minas, acho que todo mundo vai aderir, depois de conhecer melhor o programa”, afirmou. A lista de VDCL, segundo Resende, é fundamental para a checagem dos procedimentos. “Nós, que estamos no processo no dia a dia, muitas vezes deixamos passar alguma inconformidade, não tão visível.  A lista nos ajuda a enxergar as melhorias que precisam ser feitas”, explicou.

Gabarito

Resende aproveitou a oportunidade para reforçar com os produtores a necessidade do estreito cumprimento à Instrução Normativa número 24 do Mapa (IN24), que estabelece as dimensões das amostras que devem ser mandadas ao laboratório, e apresentou ao gestor da Abrapa uma solução encontrada por eles para facilitar o corte dessas amostras no tamanho correto. 

Trata-se de um gabarito de metal, que é colocado em par na prensa, na algodoeira, um na parte superior e o outro na inferior. “Fizemos um modelo de faca e apresentamos isso ao diretor executivo da Amipa, como uma alternativa que poderia ser implantada pela própria associação. O protótipo foi aprovado e agora, nós mesmos, no Minas Cotton e Amipa, vamos confeccionar esses modelos e entregar nas algodoeiras”, diz, esclarecendo que a faca garante o corte no tamanho correto, mas a conformidade no volume dependerá da destreza de quem coleta a amostra. “Vamos promover treinamentos para isso”, afirmou. No estado de Minas Gerais há oito usinas em funcionamento e outras duas devem começar a operar ainda nesta safra 2017/2018.

​