Mato Grosso do Sul sedia a primeira mobilização para adesão ao SBRHVI na safra 2017/2018.

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Postada em: 11/05/2018

Representantes de todos os elos da cadeia produtiva do algodão em Mato Grosso do Sul se reuniram na quinta-feira (10/05) para falar sobre rastreabilidade, em uma ação liderada pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) com a Associação Sul Matogrossense dos Produtores de Algodão (Ampasul). O tema é foco do programa Standard Brasil HVI (SBRHVI), uma das prioridades da Abrapa em seu trabalho pelo incremento da credibilidade, fortalecimento da imagem e abertura de mercado para o algodão brasileiro.

Um dos primeiros estados a colher na safra em curso, o Mato Grosso do Sul tem previsão de produzir em torno de 56 mil toneladas de pluma, ou 137 mil toneladas de algodão em caroço, em seus 30,5 mil hectares de lavouras. O encontro foi realizado na Casa do Produtor Rural de Chapadão do Sul. Na ocasião, os participantes puderam conhecer mais sobre o movimento Sou de Algodão, iniciativa da Abrapa para fomentar o consumo no mercado interno e chamar atenção para as vantagens da fibra natural.

Para o diretor executivo da Ampasul, Adão Hoffmann, o resultado da mobilização foi muito positivo, tanto em público, quanto em conscientização. “Podemos dizer que a quase totalidade da cadeia produtiva do algodão, sendo praticamente todas as fazendas, além de algodoeiras e consultores estiveram representados. Acredito que vamos ter uma adesão bem significativa ao SBRHVI”, disse o executivo, lembrando que a transparência, requisito fundamental da rastreabilidade, implica na abertura de dados e ajustes operacionais “e isso

sempre pode causar alguma resistência. Mas, da mesma forma que ocorreu com outros programas da Abrapa, como o Algodão Brasileiro Responsável (ABR), a resistência será progressivamente quebrada, e a adesão vai se tornar uma demanda natural do mercado”, prevê.

Orientação



Nas sexta-feira (11/05), a Abrapa visitou o laboratório de classificação de fibras da Ampasul, que já está recebendo amostras da safra 2017/2018. A mobilização para a adesão ao SBRHVI e a orientação aos laboratórios de classificação serão realizadas em todos os estados produtores no decorrer do ciclo agrícola. O SBRHVI está fundamentado em três pilares: o Centro Brasileiro de Referência em Análise de Algodão (SBRHVI), o Banco de Dados da Qualidade e a orientação aos laboratórios de classificação de algodão que atendem aos cotonicultores.

Na visita da sexta-feira, parte do terceiro pilar, a ênfase foi a aplicação da Lista de Verificação, Diagnóstico e Conformidade do Laboratório (VDCL) para a safra 2017/2018 e o reforço da necessidade de orientar o produtor para a observância do tamanho das amostras para classificação, que são enviadas ao CBRA, para realização do segundo programa - algodão de reteste. “Insistimos que sejam cumpridas as dimensões especificadas pela Instrução Normativa de Número 24 (IN24), publicada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa)”, disse Mizoguhi. No Brasil, a IN24 definiu que as amostras têm de ter 150 gramas, tamanho mínimo necessário para a classificação por HVI. O padrão internacional é de oito onças, aproximadamente, 230 gramas.

“Com a criação do CBRA, em dezembro de 2016, a conscientização para o padrão da amostra se tornou fundamental, pois ela garante a quantidade suficiente de matéria para a aferição das características intrínsecas e extrínsecas da fibra nas análises instrumentais”, disse. O manuseio correto da amostra também foi abordado.

11.05.2018

Imprensa Abrapa

Catarina Guedes – Assessora de Imprensa

(71) 9 8881-8064